segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Escaneagem de María Paz
Revisagem, restauragem e fotoxopagem de Che Guavira
É o zé-carioca chileno. Mas a concepção é bem diferente.

domingo, 13 de outubro de 2013

O vampiro de Jerusalém
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Aes side
Então compreendi que as fadas, gênios, demônios, ufos, sacis, botos e demais seres são todos manifestações de seres cataléticos, que esporadicamente aparecem pra sugar nossa energia vital. E pra isso é preciso nos intimidar, apavorar. Esse estado catalético é a verdadeira imortalidade, a vida superior. Nesse estado não se envelhece, não se sofre o rigor da gravidade. Quando o duplo sai em desdobramento chega a qualquer lugar instantaneamente, sem saber o endereço e sem esforço. Dali a noção de fantasma esvoaçante, que desliza no ar. E pode assumir a forma que desejar, fenômeno que se chama ideoplastia.
É esse o segredo que a mumificação tentou imitar. Um conhecimento dos deuses ou dos titãs, que o ser humano nunca teve mas que fazia vaga idéia. Vendo o ser superior que despertava dum sono milenar, depois que esses seres se foram, por analogia criou a ciência da mumificação, mera caricatura do saber superior da catalepsia.
A bela dos aes side (povo dos outeiros), que levou Cuchulain a Mag Meld (planície da delícia), onde reina a eterna felicidade e se está permanentemente em festa. Onde é possível isso fora do reino da catalepsia? Sem esforço, em estado de consciência alterado, uma vida radicalmente diferente da animal consciente.
Léuis me deu uma cópia do livro que começou a escrever. Ali discorria sobre esse assunto, compilando partes-chave de textos e fazendo referência cruzada. Disse:
— É preciso ignorar o estereótipo e buscar a natureza real dos fenômenos. A contra-informação é muito intensa e busca nos confundir. Por isso essa enxurrada de informação contraditória, especialmente nos ufos. Temos de ter cultura e maturidade pra excluir o estereótipo.
Minhas viagens, os encontros com Léuis, leituras e reflexões me revelaram um mundo escondido, do qual somos uma espécie de gado. Pra que o criador tenha êxito é necessário que de nada saibamos.
Me lembro das palavras de Léuis:
— Nossos manipuladores estão escondidos na profundeza. O mundo é um tabuleiro de xadrez onde seres da profundeza matam seu tédio tumular fazendo jogos de guerra, geopolítica, jogando os humanos numa espantosa sucessão de ascensões e quedas, e assim se divertem. Somos seu gado, cobaias, tudo. A todo custo nos escondem o fato de que a Terra é oca e que muitos vivem ali. Projetam ufos, nos incentivam a desenvolver a astronomia. Desviam nossa atenção a fora, ao céu, ao espaço sideral.
— Então o mundo é radicalmente diferente de tudo o que imaginávamos?
— O mundo, as pessoas, as leis físicas, a estrutura do universo. Tudo é radicalmente diferente de tudo o que aprendemos, pois fomos condicionados a pensar de forma favorável aos interesses de nosso criador.
Criador no sentido pecuário mesmo, criador de galinha, de abelha. Não se referia a quem nos fabricou.
A chuva dava um clima apropriado pra começar a leitura. Então comecei a ler o esboço do livro de Léuis, Os vampiros governam o mundo.
Era a base mínima pra compreender o assunto.
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domingo, 6 de outubro de 2013

Relatório 10
do emissário extraordinário, enviado espæcial XYZ ao planeta 3
Em missão urgente buscando inteligência
a dom Piqwỹ Lagarrr Urraur nã-Ữluarurr
governador-geral do sistema Altair
Já falei sobre a característica bizarra dos nativos do planeta 3 de ter vergonha de partes do corpo, de modo que escondem essas partes com titânico empenho, mesmo sabendo que todos sabem como são essas partes, obviamente.
Pois não suportando essa paranóia opressiva setores dessa gente criaram o oposto, o chamado nudismo. Algum incauto poderia pensar que é um movimento libertário, pra corrigir a aberração, mas vemos que não, pois exatamente as partes que os roupistas proíbem mostrar os nudistas proíbem não mostrar.
Os nativos do planeta 3 só sabem combater uma aberração com outra aberração. Por isso o nudismo é uma esquisitice ainda mais esquisita que o roupismo. Primeiro que o nudismo não é libertário e sim uma auto-afirmação sempre indexada ao roupismo, sempre vivendo em função de o negar e contrariar. Preferiram criar um mundo fechado a lutar pra vencer os preconceitos da sociedade. Assim os nudistas não têm vida própria, pois vivem em função de ser o oposto, a alternativa, a antípoda do roupismo. Pra se afirmar ante a mentalidade dominante do roupismo os nudistas fizeram uma série de regras, com tanto regulamento que se tornou uma sociedade ainda mais opressiva, muito mais puritana, que a dos roupistas. A obsessão auto-afirmativa nudista é tão forte que até coisas que os roupistas fazem com naturalidade os nudistas se negam, como beijar, se excitar e olhar os outros. Assim criaram um ambiente ainda mais opressivo que o dos roupistas. Mesmo assim, com cartazes cheios de itens proibidos a todo lado, se policiando o tempo todo e tendo de andar sempre portando uma toalha porque sem a proteção da roupa podem pegar micose nalgum lugar onde se sentarem, se sentem no paraíso só por poderem levar descobertas as partes que os roupistas escondem.
O que mostra que os nudistas são farinha do mesmo saco dos roupistas é que reprimem com todo rigor todo tipo de excitação. Assim se um macho nudista se excita muito tem de correr ao mar ou ao rio e se masturbar ali. Ainda não fizeram estudo do nível de esperma na água. Mas os nativos do planeta 3 são bem esquisitos mesmo, costumando fazer escondido tanta coisa que todos sabem que se faz. O faz-de-conta é uma característica arraigada na mentalidade desse povo.
Outra esquisitice é que os nudistas se dizem adeptos da vida natural mas muitos fumam e compram enlatado em supermercado.
Outra esquisitice muito grande é que os nudistas se reúnem em casais e famílias, de modo que é logo expulso e confinado a um local onde só há outros machos solitários. E mesmo assim se julgam no paraíso.
Os nudistas criaram cidades nudistas mas ninguém explicou o que aconteceria num ônibus lotado numa dessas cidades. Nem o que fariam se fossem morar num país sempre frio. Usariam casacos transparentes?
Quando nalgumas praias as fêmeas dos nativos do planeta 3 começaram a lutar pelo direito de não cobrir as mamas, os nudistas foram contra, porque se os outros forem aos poucos virando nudistas também, ninguém mais pagará pra fazer parte de seu clube fechado, assim como as revistas que vendem foto de fêmeas sem roupa também são contra essa liberdade, pois ninguém mais compraria a revista.
Assim os roupistas tiram a roupa quando vão protestar e os nudistas vestem algo nessa mesma circunstância. Os roupistas taxam de imoral e hostilizam os sem-roupa, enquanto os nudistas fazem exatamente o oposto.
Prossigo procurando sinal de inteligência no planeta 3.

A questão do tamanho
No conto Churrasco de dinossauro expus a tese de que a superficial divulgação científica diz que tal dinossauro pesaria tanto. Mas omite o detalhe de que pesaria tanto hoje. Quando vivo o dino pesaria muito menos, pois a gravidade de então era muito menor. Uns estimam em 10t por dia a poeira cósmica que cai na Terra, outros 100t. Calculemos isso em centenas de milhões de anos... Como nossa ciência oficial pode ser tão tosca? Concluí que extintos foram os dinossauros gigantes, não por causa dum planetóide caído, já que em seu reinado devem ter caído vários, mas pelo aumento de gravidade, aumento substancial e repentino com a queda dum planetóide. Misteriosos furos, que só podem ser causados por projéteis, encontrados em fósseis de velocirraptores sugere que os dinos menores foram exterminados pelos deuses, por serem perigosos demais a sua nova criatura, os humanos.
Se sabe que as formas de vida dum planeta são inversamente proporcionais à gravidade: Um planeta de baixa gravidade terá criaturas tendendo ao gigantismo, enquanto nos de alta gravidade os seres serão forçados a serem menores. Os dinos não eram lentos, já que sua estrutura anatômica era a de animais corredores.
Nos gibis e filmes de ficção científica barata temos muito de insetos e outros invertebrados gigantes. Me lembro ter visto na tevê a explicação dum cientista sobre o absurdo desses bichos gigantes porque respiram por difusão: Não têm pulmão, a respiração é através da pele, dali se difundindo ao resto do organismo. Por isso é impossível uma aranha do tamanho dum elefante, pois se crescer muito morrerá asfixiada. E o peso exigiria um esqueleto ósseo pra sustentar o corpo.
 As personagens de Terra dos gigantes (Land of the giants) não teriam chance. Logo seriam apanhadas por um predador maior: Aranha, lagarto, ave, etc.
Os contos de seres humanos do tamanho de rato, vivendo nalguma comunidade escondida também não têm muita lógica. Animais muito pequenos perdem calor rapidamente, por isso tem de se alimentar com muita freqüência, aumentando o metabolismo e diminuindo o tempo de vida. Animais que passam quase o tempo todo se alimentando não têm muita chance de desenvolver a inteligência.
Se for muito grande o animal retém muito calor e tem de passar muito tempo se refrescando. Os elefantes sofrem muito com isso, precisando se banhar até na lama, e só não diminuem de tamanho por causa dos leões. Por isso os maiores animais são de clima frio (o urso polar e o tigre siberiano são os maiores das respectivas espécies) e, mais ainda, na água. Não é por acaso que o maior animal é a baleia azul, habitante dos mares frios.
O ser humano tem um tamanho ideal, e não é por acaso. Os deuses, que criaram o Homo sapiens, são gigantes devido a seu mundo ser de baixa gravidade. Os que aqui ficaram sofreram um processo de imbecilização por causa do aumento da gravidade. São os ogros, os gigantes imbecis dos contos populares, pois a gravidade pesada dificulta o fluxo sanguíneo, tornando lento e pesado o metabolismo, e com isso prejudicando a inteligência.
No filme O incrível homem que encolheu (The incredible shrinking man) um homem vai encolhendo indefinidamente. No final um ponto de interrogação, sugerindo que não se sabe aonde pode chegar nos domínios subatômicos. Mas se alguém encolhesse assim, ao ficar pequeno, digamos do tamanho dum rato, teria de se alimentar com muita freqüência, e um ser humano, ainda mais sozinho, não tem mobilidade pra encontrar alimento nessa proporção. Certos colibris não podem ser menores porque atingiram o limite de miniaturização dos órgãos, portanto esse homem minguante não pode diminuir indefinidamente. Então podemos considerar o filme fantasia em vez de ficção científica.
Brick Bradford é um sucedâneo de Flash Gordon, só que em vez de viajar no espaço exterior viaja no interior: A nave vai continuamente diminuindo de tamanho até penetrar no domínio subatômico. O cientista da estória explica a teoria de que um átomo é um sistema solar em miniatura onde os elétrons são os planetas.
Jacques Bergier, em As fronteiras do possível, discute o que depende do avanço científico e o que é impossível. Ali critica esse sofisma, informando que um átomo não é um sistema solar em miniatura, porque as leis de atração são muito fortes, enquanto a da gravidade é a mais fraca, e que os elétrons se comportam de modo quântico, muito carregados de energia e não ficam tranqüilamente na órbita mas vez e outra saltam até outra. Além do mais essa contínua diminuição até chegar a um universo interior viola o limite de miniaturização dos órgãos.
Creio que seja possível acessar um intermundo, mas com salto, não continuamente.
Também a idéia de sintetizar qualquer coisa , por exemplo, transformar areia em torta de chocolate transmutando elementos químicos pondo ou tirando elétrons, é furada. Um mesmo elemento químico difere a nível iônico, de energia sutil, vibracional, isótopos, etc. Não é tão simples quanto no gibi.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Escaneagem de María Paz
Revisagem, restauragem e fotoxopagem de Che Guavira
— Não papai! Não é o tipo de nuvem que estás pensando
Manga: Argentina, Bolivia. Nube de langosta (Nuvem de gafanhoto)
Langosta é lagosta, o crustáceo, mas também gafanhoto (saltamonte). Manga tem vários significados. No caso manga de langosta, nuvem de gafanhoto. A graça do cartum é de que langosta é também coletor de esmola, de vaquinha. O exterminador de praga de gafanhoto correu atrás da nuvem, mas era uma nuvem de pedinte.