domingo, 24 de setembro de 2017

Papai Noel 031 - Tom & Jerry, 10.1954


Pros catastrofisnômanos de plantão:

À coleção Adeene neles!
 
coke is It


Hermanos Campos - prof Girafales


Robert Colbert - coronel Aldana


Mac Wiseman - Lula


Erich von Däniken - Leo Dan


Aleister Crowley - Telly Savallas

O restaurante do Sesc, horto florestal, Campo Grande, pode ser o melhor. Comida barata, gostosa e variada, atendimento simpático. E tinha a pimenta curtida em óleo. Não molho, a fruta mesmo. Aguardemos que volte.
Na mesa um anúncio de eleição ao melhor restaurante, pedindo voto.
Então fiquei pensando:
— Posso achar este o melhor, mas se não freqüento os outros não posso votar. Numa eleição supostamente se analisam as propostas dos candidatos, há debate, etc. Se não conheço os outros restaurantes não seria honesto votar. É um sistema ilegítimo. Ganharia o maior restaurante, o que tem mais cliente. É como quando no fórum teve concurso de doação da campanha do agasalho entre os setores. Mas só os cartórios tinham chance de ganhar, pois os juízes ganham alto salário, comprando lotes de cobertor pra ganhar a gincana, e os setores que não são cartório não têm juiz. E lembra também aquelas notícias bobas de eleição da mulher mais bonita da mundo ou do melhor filme do século, sendo que quem elegeu não viu todas as mulheres do mundo nem conhece todos os filmes do século no mundo todo.

Coleção de cartão-postal de Joanco

 




terça-feira, 19 de setembro de 2017

Lovecraft - O horror sobrenatural na literatura, facsililares

Olá,
Seu trabalho com certeza foi imenso e o PDF que disponibilizou possui uma qualidade superior à qualquer uma das duas edições do livro. Mas, teria como disponibilizar também as imagens digitalizadas originais do livro?
Estou montando uma espécie de fichário digital sobre temas nas áreas de folclore, cultura popular e fantástica e essa digitalização semi fac-simile me seria útil (Pretendo em breve começar a disponibilizar esses conteúdos na Internet).
Eis as respectivas edições em escaneio facsimilar
Facilitará futuras comparações e correção a erros de minha digitalização

Atotonilco
Letra de Antonio Aguilar
No te andes en las ramas
Não dês tantas voltas
¡Uy, uy, uy,, uy,, uy, uy!
Ui, ui, ui, ui, ui, ui!
Camines, trenecito, que a Atotonilco voy
Andes, trenzinho, que a Atotonilco vou
Ya parece que en la estación
Parece que já na estação
da brinquitos mi corazón
dá pulinhos meu coração
En ese Atotonilco de naranjos en flor
Nesse Atotonilco de laranjeiras floridas
Parecen, sus muchachas, angelitos de Dios
Suas garotas parecem anjinhos de Deus
Son más lindas que una canción
São mais lindas que uma canção
de esas que son puro amor
dessas que são puro amor
Atotonilco, tu cielo tiene belleza, tranquila,
Atotonilco, teu céu tem a beleza tranqüila
como un rayito de Luna prendido en su quietud
como um raio de luar aceso em sua quietude
Son tus mujeres preciosas
Tuas mulheres são preciosas
cual florecitas, hermosas
qual florinhas, formosas
como un ramito de rosa
como um ramalhete de rosa
Hermosas
Formosas
!Uy, uy, uy, uy!
Ui, ui, ui, ui!

Andarse en las ramas o Irse en las ramas:
Se detener en lo menos sustancial de un asunto, dejando lo más importante
Andar nos galhos ou Ir nos galhos:
Se deter no menos substancial dum assunto, deixando o mais importante: Discutir o sexo dos anjos
Aqui pode ser um trocadilho: Andar nos vagões, deixar de apreciar o melhor da paisagem pra ver os detalhes dentro.
Atotonilco: Lugar de água tranqüila
Prendido se pode traduzir a preso ou aceso
Só quem pode dar certeza é o compositor 
Se essa Atotonilco é como na canção, deve ser mais modorrenta que Campo Grande
Tochtli4666 esclareceu o significado da expressão
"No te andes por las ramas" significa ¿Para qué le das tantas vueltas a algo que puedes decidir sin tanto alarde?; que seas directo sin darle tanta vuelta al asunto.
A frase no sentido de dar muito rodeio pra abordar um assunto. No caso do trem, dar muitas voltas no percurso.
Agora dá pra entender a letra perfeitamente

A definição do dicionário RAE está incompleta

 A supersemana, que surge uma a cada 3800 anos


Esta deve ser cruza de banana com maca-peruana
E por focar 4,99, essa de baixar 1 ou 10 centavos é técnica psicológica de supermercado, que atinge o subconsciente, dando impressão de que o preço está na casa de 10 reais a menos. Mas, como a música ambiente, funciona sobre condições específicas. Então aparece um panaca percorrendo a rua, anunciando em carro-de-som botijão-de-gás a R$49,99. Quando o pessoal exigir o troco de 1 centavo acabará essa palhaçada.

Quem aperta o gatilho?

El secreto más oculto de los templarios

Coleção de cartão-postal de Joanco

 





sábado, 16 de setembro de 2017

Lovecraft - O horror sobrenatural na literatura

O escaneio da obra era pra ser apenas da edição da Francisco Alves, 1987, mas acabou virando um paralelo com a da Iluminuras, 2008
Não se pode comparar uma edição anteinternética com uma de 2008
Falhas sempre há. A tarefa do revisor é mais ingrata e inglória que de profeta.
 Erro de diagramação na página 25, na edição da Francisco Alves, 1987, e correção baseada na da Iluminuras, 2008

 

Erro de diagramação nas páginas 69 e 70, na edição da Francisco Alves, 1987
As outras discrepâncias estão nas notas de rodapé
Denílson Ricci, criador da Clock tower, enviou a página 37 da Iluminuras, correspondente a onde está o erro na página 25 da Francisco Alves. Depois comprei uma edição da Iluminuras, pra repor os títulos originais das obras citadas, ausentes na edição da Francisco Alves.
Capa da edição da Iluminuras, 2008
O horror sobrenatural em literatura seria o caso em que Lovecraft escrevesse, por
exemplo, um romance cuja temática fosse o horror sobrenatural.
O que Lovecraft fez foi escrever um guia, estudo literário, resenha geral, sobre a
presença, importância e implicância do horror sobrenatural dentro da literatura. Ou seja:
Nos contos, novelas poemas e romances conhecidos até então. Portanto O horror
sobrenatural na literatura.

 
 
 
Neste apanhado se nota a pobreza das capas da Iluminuras
Além duma monumental trapalhada no título de A procura de Kadath, deixando óbvio que quem fez a capa não leu o conto, pois no enredo a personagem Kadath é quem procura, não é procurado. É como em O elogio da Loucura (e não à Loucura), de Erasmo de Roterdã, onde a loucura personificada faz um auto-elogio, e não elogiada por outrem.

Eis a apreciação de Denílson:
A Francisco Alves tem alguns erros e outros pontos fortes como índice remissivo, que nesse tipo de trabalho acho fundamental. Mas, em compensação, a Iluminuras tem uma pequena mas boa introdução. Na Francisco Alves nada. Num livro assim um prefácio ou introdução é deveras necessário. Mas a Francisco Alves pecou, e a Iluminuras nisso se saiu bem, em não colocar o título original das obras mencionadas no livro.
A capa da Iluminuras é ruim. Aliás, não gostei de toda a coleção. Não gostei também do título O horror sobrenatural em literatura. A tradução na literatura soa melhor.
A capa da Francisco Alves é muito desenho-animado mas o conceito é ótimo. Pena que não foi bem trabalhada.
Pontos fracos e fortes em ambas edições.

Coleção de cartão-postal de Joanco









sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Xuxá 034, 26.06.1951 - Tarde demais

 Página 9: O roteirista não sabe o quê é jangada
 
Na página 10 se vê que é canoa

Resortes (Molas), dizem que foi de quem Michael Jackson copiou os passos

O Brasil é o maior país do mundo
A media de capacidade dum país é bidimensional. Não é em quilômetros cúbicos mas sim quadrados. Não soma as encostas montanhosas habitáveis, pois então o Peru teria área maior da creditada, com as plantações em declive.
Os anecúmenos, áreas inabitáveis, não deveriam ser considerados, assim como não se consideram a superfície do mar territorial e dos lagos e rios, e a base das montanhas inabitáveis.
Então o Brasil é o maior país do mundo.

Prosseguindo no rastro da barafunda toponímica, do historiador do confuso futuro remoto:
Bolonha e bolonhas (italiana e francesas)
Boulogne: Comuna francesa na Vendéia
Boulogne-sur-Mer, Bolonha-sobre-o-Mar: Comuna francesa no Pass-de-Calais, Passo-de-Calé
Boulogne-Billancourt: Comuna francesa na Île-de-France, Ilha-de-França
Bolonha (Bologna em italiano) é uma comuna italiana, capital e a maior cidade da região da Emília-Romanha, província de Bolonha
Quantas Lyons tem em Estados-Unidos

Puerto Tirol
Porto Tirol
Música: Heráclito Pérez
Letra: Marcos H Ramírez
Estilo: Chamamé
Porque eres la flor del Chaco
Porque és a flor do Pantanal
Te canto, Puerto Tirol
Te canto, Porto Tirol
Fuiste el crisol que forró mi entendimiento
Foste o crisol que moldou minha aprendizagem
Te llevo en todo momento junto a mi peregrinar
Te levo em todo momento em minha peregrinação
Y siempre te he de cantar al compaz del instrumento
E sempre te cantarei ao compasso do instrumento
En noches primaverales
Em noites primaveris
al reflejo de la Luna
ao reflexo do luar
dibujada en la laguna
desenhada na laguna
cantaba mis madrigales
cantava meus madrigais
Aprendí en los quebrachales
aprendi nos quebrachais
pasar la vida cantando
passar a vida cantando
y mis versos ir dejando
e meus versos ir deixando
cual miel dejan los panales
qual o mel que dão os favos
Tirol, pueblito florido
Tirol, vilarejo florido
rinconcito abandonado
rinconete abandonado
Recordando mi pasado
Recordando meu passado
jamás te olvidaré
jamais te esquecerei
mientras viva llevaré
enquanto viver levarei
como un recuerdo querido
como uma lembrança querida
porque nel Chaco ha sido
porque foi no Pantanal
donde pasé mi niñez
onde passei a infância
A orilla del río Negro
Na beira do rio Negro
escuché en vez primera
ouvi em primeira vez
con dulce voz verdadera
com doce voz verdadeira
el amor de una mujer
o amor duma mulher
por eso, lejano ayer,
por isso, longínquo passado,
mi recuerdo más sincero
meu carinho mais sincero
expresarte quiero
quero expressar a ti
hasta que te vuelva a ver
Até voltar a te ver
mientras viva llevaré
enquanto viver levarei
como un recuerdo querido
como uma lembrança querida
porque nel Chaco ha sido
porque foi no Pantanal
donde pasé mi niñez
onde passei a infância
Quebracho é o nome castelhano, no Brasil usado apenas no Pantanal, da baraúna (Schinopsis brasiliensis Engl.), braúna, braúna-parda, braúna-do-sertão (nordeste), chama-coco (Pantanal Mato-grossense). O nome popular, quebracho, corruptela da expressão castelhana quiebra hacha, quebra-machado, pela dureza da madeira, capaz de quebrar o machado. http://www.achetudoeregiao.com.br/arvores/quebracho.htm Quebrachal, baraunal, é a mata de baraúna.
Confusão pronominal no original A vos expresarte quiero (A vós expressar-te quero): Vós é plural, aparecendo como a arcaica forma de tratamento respeitosa.
Caramba! O texto verde, copiado ou inserido a outro arquivo word, fica laranja!

Coleção de cartão-postal de Joanco

 



sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Vida infantil 191, 05.1958


Neste gibi Gasparzinho, sardento, anda com Lelo. E tem um papagaio igual a Zé Carioca.
Boa tarde Mario

Baixei a o Vida Infantil, só que é um Gasparzinho é fake. Na verdade é o Homer the Happy Ghost, da Atlas (futura Marvel). Suas histórias eram da pena do Stan Lee e a arte do Dan DeCarlo.
O melhor deste número da Vida Infantil são os desenhos do Joselito, para mim um dos maiores desenhistas brasileiros de todos os tempos. 
Abraços
Rekern

Então aparecem cientistas dando entrevista provando que a Apolo 11 em 1969 na Lua foi verdade porque forjar uma filmagem envolve 400 pessoas e impossível controlar tantas pessoas e que as pedras lunares foram analisadas por laboratórios no mundo todo, comprovando que são mesmo lunares.
Argumentos bobos assim pegavam na era da televisão. Na era internética já não é tão fácil apresentar sofismas ao telespectador.
Cientistas tipos A e B
Científicos clases A y B
Com franqueza, devemos admitir que existem duas espécies de cientista. O tipo A trabalha pruma grande empresa ou importante departamento do governo. É um produtor experimentado. Ajudou a desenvolver novos sabões, pastas dentais e reatores atômicos. Raramente é citado na imprensa. Em seu tempo livre escreve tese que ajuda seu campo escolhido. Pode ter muito ego e outras desvantagens humanas mas não procura publicidade e suas raras afirmações em público são cuidadosamente pensadas e geralmente fazem muito sentido.
Con franqueza, debemos admitir que existen dos especies de científico. El clase A trabaja para una gran empresa o importante departamento del gobierno. Es un productor experimentado. Ayudó a desarrollar nuevos jabones, pastas dentales y reactores atómicos. Raramente es citado en la prensa. En su tiempo libre escribe tesis que ayuda su campo elegido. Puede tener mucho ego y otras desventajas humanas pero no procura publicidad y sus raras afirmaciones en público son cuidadosamente pensadas e generalmente hacen mucho sentido.
O tipo B não produz. É geralmente um professor dalguma universidade. É apanhado na viciosa atmosfera do publica ou morres de nosso sistema educacional, portanto escreve resmas de livros e teses, geralmente baseados num plágio sistemático das obras dos cientistas tipo A. Procura publicidade e freqüentemente mete os pés pelas mãos. É uma prática comum dos jornalistas chamar a autoridade no assunto que está mais perto quando dum estranho evento. Se, por exemplo, um meteoro atravessa o céu local, o repórter telefonará ao professor de astronomia da escola mais próxima. Esse professor falará sobre suas idéias quanto ao assunto ou correrá a suas estantes e citará as obras dos cientistas tipo A.
El clase B no produce. Es generalmente un profesor de alguna universidad. Es atrapado en la viciosa atmósfera del publica o mueres de nuestro sistema educacional, por tanto escribe resmas de libros e tesis, generalmente basados en un plagio sistemático de las obras de los científicos clase A. Procura publicidad y frecuentemente mete las patas. Es una práctica común de los periodistas llamar la autoridad nel asunto que está más cerca cuando de un extraño suceso. Si, por ejemplo, un meteoro cruza el cielo local, el reportero telefoneará al profesor de astronomía de la escuela más cercana. Ese profesor hablará sobre sus ideas cuanto al asunto o correrá a sus estantes e citará las obras de los científicos clase A.
A maioria dos disparates científicos que se lêem nos jornais diários provém da boca dos tipo B. Os tipo A estão geralmente muito ocupados e inacessíveis, e são espertos demais pra escrever à imprensa.
La mayoría de los disparates científicos que se lee en los periódicos diarios proviene de la boca de los clase B. Los clase A están generalmente muy ocupados e inaccesibles, y son demasiado listos para escribir a la prensa.
Durante anos os cientistas tipo B nos disseram que o abominável Homem-da-neve não existe. Nenhum deles se aventurou a ir mais perto que 5000km do Himalaia. Suas conclusões são baseadas no fato de que não existe literatura científica sobre o assunto. Do mesmo modo um grupo de professores universitários, sem ter se aborrecido a falar sobre o assunto com uma testemunha, identificou o Homem-traça da Virgínia Ocidental como uma espécie de pássaro vulgar.
Durante años los científicos clase B nos dijeron que el abominable Hombre de la nieve no existe. Ningún de ellos se aventuró a ir más cerca que 5000km del Himalaya. Sus conclusiones son basadas nel hecho de que no existe literatura científica sobre el asunto. Del mismo modo un grupo de profesores universitarios, sin tener se aburrido a hablar sobre el asunto con un testigo, identificó el Hombre Polilla de Virginia Occidental como una especie de pájaro vulgar.
John A Kell
Extranhas criaturas do tempo e do espaço
(Strange criatures from times & space)
John A Kell
Extrañas criaturas del tiempo y del espacio
(Strange criatures from times & space)


Coleção de cartão-postal de Joanco