Abril 2014 - Che Guavira - sítio literário

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Después de postar La serpiente blanca e traducción al portugués, Che Guavira presenta:
 
Comentario de Radu Rad, 14.02.2014 nel sitio http://unpocodetodocomolavidamisma.blogspot.com.br/:
Para mí también es una agradable sorpresa ver en la internete sitios que ofrecen digitalizaciones de los libros tecnocientíficos soviéticos de la editorial Mir. Los tales eran de excelente factura en contenido y calidad editorial, pero, amables circunstantes de este blogue, ¡La hija del rey dragón - cuentos de la dinastía Tang fue publicado por los talleres de ediciones extranjeras de la República Popular China! Editado en 1981, casi en inicio de la apertura china al exterior, y distribuido por Guoji Shudian, exportadora oficial de libro. Quien lo tenga en forma impresa que lo guarde como un tesoro, pues eran los tiempos cuando las ediciones de la China en castellano y portugués no excedían los 300 ejemplares. ¡Es una joya bibliográfica de hermoso contenido literario!
Muchas gracias por el instructivo comentario.
¡Y pensar que compré ambos, La hija del rey dragón e La serpiente blanca, bien baratito!
 
Depois de postar La serpiente blanca e tradução ao português, Che Guavira apresenta:
Tradução de Che Guavira
Comentário de Radu Rad, 14.02.2014 no sítio http://unpocodetodocomolavidamisma.blogspot.com.br/:
Pra mim também é una agradável surpresa ver na internete sítios que oferecem digitalizações dos livros tecnocientíficos soviéticos da editora Mir. Os tais eram de excelente feitura em conteúdo e qualidade editorial, mas, amáveis freqüentadores deste blogue, A filha do rei dragão - contos da dinastia Tangue foi publicado pelas oficinas de edições estrangeiras da República Popular da China! Editado em 1981, quase no início da abertura chinesa ao exterior, e distribuído por Guoji Shudian, exportadora oficial de livro. Quem o tiver em forma impressa que o guarde como um tesouro, pois eram os tempos quando as edições chinesas em castelhano e português não excediam 300 exemplares. É una jóia bibliográfica de belo conteúdo literário!
Muito obrigado pelo instrutivo comentário.

E pensar que comprei ambos, La hija del rey dragón e La serpiente blanca, bem baratinho!

terça-feira, 29 de abril de 2014

O estranho mundo do gibi
Aproveitando o comentário de Jossi, falarei sobre o estranho universo do gibi. O universo da ficção em si já é estranho, mas o do gibi é bizarro.
Tem briga contra leão corpo-a-corpo, herói dando gravata em touro e búfalo. O mocinho sempre é o mais valente, nunca apanha, nunca erra e nunca morre. O cavalo do herói é herói também, e superior aos outros cavalos. Os cavalos de sargento Garcia não conseguem correr atrás do cavalo de Zorro. Tem até o cavalo do mocinho fugindo dos bandidos e indo buscar ajuda! Em cachorro isso já é meio duvidoso, como aqueles enredos de Lassie, mas vá-lá, é crível. Mas cavalo!
O mocinho prende o bandido, que automaticamente já está condenado à cadeia. Mocinho que é polícia, judiciário e legislativo. Nem precisa prova e o bandido nunca tem advogado.
Em 1983 Fanny Abramovich lançou o livro O estranho mundo que se mostra às crianças, que infelizmente ainda não li, abordando o tema.
Infelizmente é rara a literatura infantil e infanto-juvenil inteligente, como a de Monteiro Lobato. No geral predomina a baboseira melosa, o estereótipo, tipo castelo-ratimbum, com personagens falando daquele modo afetado, excessivamente teatral, do que imaginam que seja o mundo infantil, e a doutrinação ideológica de ser um bom menino, um mundo falso onde todo mundo é amiguinho e reina o maniqueísmo, etc.
Os antigos já diziam que a diferença entre remédio e veneno é a dose. Transmitir bons princípios é essencial prà formação moral do indivíduo, mas o excesso, a ostensividade e onipresença desse fator deixa tudo meloso e chato.
Abomino toda essa literatura infantilóide boboca, de gente que não tendo talento pra escrever adulto, se refugia no infantil, onde a crítica é muito mais branda.
Tudo isso nos prejudica, formando uma imagem distorcida da realidade, onde o malvado sempre é feio e tem voz desagradável e sempre é castigado no final.
Os enredos policiais são, no fundo, bem moralistas, sempre enfatizando a idéia de que o crime não compensa, de que o criminoso sempre é pego. Mesmo nos filmes o criminoso sempre sofre, seja morrendo, sendo preso ou ficando inválido. Pena que os criminosos não sejam leitores nem cinéfilos.
Mas essa pieguice não deixa de ter uma razão de ser. É chato que as estórias sejam moralistas, mas seria muito pior se não fossem. Vejamos uma nota de rodapé do capítulo La literatura y el crimen, do livro Enigmas del mundo del crimen, de José J. Llopis, editorial Daimon, 1ª edição, abril de 1964:
Hace ya más de 20 años, varios periodistas y escritores dieron voz de alarma acerca de la perniciosa influencia de la literatura criminaloide en las mentes poco formadas, especialmente entre la juventud. A tal efecto, en aquella época, el periodista Francisco R. Rodríguez publicó los siguientes párrafos:
 Há mais de 20 anos, vários jornalistas e escritores deram alarme sobre a perniciosa influência da literatura criminalóide nas mentes pouco formadas, especialmente da juventude. Sobre isso, naquela época, o jornalista Francisco R. Rodríguez publicou os seguintes parágrafos:
...resultando insuficiente para la concepción de aquellas mentes aquella literatura, se ideó dar vida a sus personajes. Y ya tenemos a los yanquis haciendo el tiraje de varios filmes de gángsteres. Y aquel público abigarrado, constituido ahora en casi su totalidad por jovenzuelos de uno y otro sexos, contemplaba febrilmente la lucha de los bandidos contra la policía, de la cual salían siempre victoriosos los primeros. Y ellos usaban sombreros del modelo de aquéllos, e imprimían a su voz aquella gangosa y nasal manera de hablar, al mismo tiempo que sus ojos tomaban la expresión de perdonavida. Y ellas ya no soñaban con el príncipe blondo y romántico, sino en la aparición brusca, después del tableteo de la ametralladora, del gángster, que al mismo tiempo que con la diestra sostenía el arma y con el brazo izquierdo rodeaba su talle, dijera: Hola, baby.
...sendo insuficiente prà concepção daquelas mentes aquela literatura, se idealizou dar vida a suas personagens. E logo os ianques produziram vários filmes de gângsteres. E aquele público abigarrado, quase todo constituído por jovenzinhos de ambos os sexos, contemplava febrilmente a luta dos bandidos, sempre vitoriosos contra a polícia. Eles usavam chapéus do modelo daqueles modelos, e imprimiam ao tom de voz aquele fanhoso e nasal modo de falar, enquanto os olhos adquiriam a expressão de perdoa-vida. E elas já não sonhavam com o príncipe louro y romântico, mas com a aparição brusca, depois do repicar da metralhadora, do gângster, que ao mesmo tempo que com a destra sustinha a arma e com o braço esquerdo rodeava seu talhe, dizendo: Alô, baby.
De las enseñanzas que proporciona aquel género de novela, el lector tiene suficiente noticia por la cantidad de mozalbetes que aprendieron del cine o de la lectura los procedimientos de se apoderar de lo ajeno. Citaremos el caso del gángster Federico Dane. Cuando la policía de Michigán, Estados-Unidos, le detuvo, en 1929, nel registro practicado en una de las casas que habitaba encontró en su biblioteca 200 ejemplares de novelas policíacas con anotaciones marginales de todos los errores en que incurrieron los criminales del autor. Aquello constituía un verdadero tratado del perfecto bandido.
Do ensinamento que proporciona aquele gênero de novela, o leitor tem suficiente notícia pela quantidade de rapazotes que aprenderam do cinema ou da literatura a se apoderar do alheio. Citaremos o caso do gângster Federico Dane. Quando a polícia de Michigão, Estados-Unidos, o deteve, em 1929, no registro praticado numa das casas onde morava encontrou em sua biblioteca 200 exemplares de novelas policiais com anotações marginais sobre todos os erros dos criminosos do autor. Aquilo constituía um verdadeiro tratado do perfeito bandido.
Como consecuencia inmediata, aquel país que primeramente divulgó el género literario que nos ocupa, fue también el primero que tuvo que salir al encuentro de los destrozos que él mismo causaba. Aquellos triunfos de los gángsteres sobre la policía hicieron que el público llegase a se formar un concepto deplorable de ella. El gobierno, queriendo proteger el respeto a las instituciones y a la moral públicas con el código de Will Hayds, comenzó a ejercer una gran censura para la publicación de argumentos de tal clase. Pero tan metida estaba dentro de los ciudadanos la admiración al bandido, que atribuían a cobardía de los órganos rectores el mutismo. Entonces se pensó en publicar una serie de películas en las cuales los bandidos sucumbieran bajo la técnica y valor de los agentes federales (El enemigo público número 1, Pistas secretas, Contra el imperio del crimen, etc.), consiguiendo la plena reivindicación con la serie de cortometrajes El crimen nunca paga, nel cual se llega a la conclusión de que nada hay secreto para el departamento de policía.
Como conseqüência imediata, aquele país que primeiramente divulgou o gênero literário sobre o qual falamos, foi também o primeiro que teve de procurar os destroços que ele mesmo causava. Aqueles triunfos dos gângsteres contra a polícia criaram no público um concepto deplorável dela. O governo, tentando proteger o respeito às instituições e à moral públicas com o código de Will Hayds, começou a exercer uma grande censura com relação à publicação de argumentos desse tipo. Mas estava tão incrustada nos cidadãos a admiração ao bandido, que atribuíam a covardia das autoridades o mutismo. Então se pensou em publicar uma série de filmes nos quais os bandidos sucumbissem sob a técnica e valor dos agentes federais (O inimigo público número 1, Pistas secretas, Contra o império do crime, etc.), conseguindo a plena reivindicação com a serie de curta-metragens O crime nunca paga, onde se chega à conclusão de que nada é segredo pro departamento de polícia.
Esa influencia de criminalidad a través de la novelería, radio, cine y televisión se acentuó con los años y con los nuevos medios difusores. Se llegó ya a la anécdota. En final de 1962, y desde que la última novela de la serie negra entonces en moda, Rififi en Nueva York se puso a la venta en Estados Unidos, las joyerías de la calle 44 hubieron de ser vigiladas por doble número de policías que de ordinario. El motivo era sencillo: El novelista Le Breton explicó, en la obra, cómo realizar, en las alcantarillas, el robo, a diamante, más importante del mundo.
Essa influência de criminalidade através da literatura, rádio, cinema e televisão se acentuou com os anos e com os novos meios difusores. Se chegou à anedota. No final de 1962, e desde que a última novela da série negra então na moda, Rififi en Nova Iorque estava a venda em Estados-Unidos, as joalherias da rua 44 tiveram de ser vigiadas pelo dobro de policiais que de costume. O motivo era simples: O novelista Le Breton explicou, na obra, como fazer, nas redes de escoadouro, o roubo, a diamante, mais importante do mundo.
No mesmo capítulo, sobre Conan Doyle:
Un de los grandes de la novela policíaca hasta cierto punto. Es un vulgarizador del género, y creador del más típico representante de los detectives, el también ultrafamoso Sherlock Holmes. Desde 1887, cuando lanzó al público, hasta la época de la primera guerra mundial, hizo vivir a ese personaje las peripecias más ingeniosas. Y cuando al cabo de 30 años quiso le hacer desaparecer, lo matando en la novela El problema final, surgió una protesta general y violenta del público, que lo obligó a seguir escribiendo y dando vida a un personaje que todavía en cuerpo y alma tiene vida auténtica en la imaginación de muchos seres humanos.
Um dos grandes da novela policial até certo ponto. É um vulgarizador do gênero, e criador do mais típico representante dos detetives, o também ultrafamoso Sherlock Holmes. Desde 1887, quando publicou, até a época da primeira guerra mundial, fez essa personagem viver as peripécias mais engenhosas. E quando no fim de 30 anos quis o fazer desaparecer, o matando na novela O problema final, surgiu um protesto geral e violento do público, o que o obrigou a continuar escrevendo e dando vida a uma personagem que ainda em corpo e alma tem vida autêntica na imaginação de muitos seres humanos.
Conan Doyle tenía gran imaginación. Sus casos son fértiles en esos pormenores tan fundamentales en la técnica de la novela policíaca y, además, usó mucho el recurso de persistir en la misma figura central, recurso que ya utilizó el folletín, luego la radio y ahora la televisión. Pero en sus novelas el único enterado de la verdad, al final de la obra, es el protagonista. Y al la manifestar, se produce el inevitable coup de théatre (golpe teatral). ¡El novelista ya cuidó de desorientar el lector con falsas sospechas! Esa incertidumbre y el desconcierto final constituyen el buen sabor inconfundible que la novela policíaca ofrece al lector adicto.
Conan Doyle tinha muita imaginação. Seus casos são férteis nos detalhes tão fundamentais na técnica da novela policial e, ademais, usou muito o recurso de persistir na mesma figura central, recurso já utilizado pelo folhetim, logo o rádio y agora a televisão. Mas em suas novelas o único que sabe a verdade, no final da obra, é o protagonista. E a manifestando, se produz o inevitável coup de théatre (golpe teatral). O novelista já tratou de desorientar o leitor com falsas suspeitas! Essa incerteza e o desconcerto final constituem o sabor inconfundível que a novela policial oferece ao leitor aficionado.
Na nota dessa página:
Sherlock Holmes del novelista inglés es, en realidad, Lupin contraído a la cabal comprensión del vulgo. Lo que en Edgar Allan Poe es sutileza, en Doyle se convierte en distensión o torsión absurda de la lógica. La pincelada del poeta yanqui se traduce por el brochazo colorido del novelista inglés. La labor paciente de aquél en un afán de sorprender al lector con rasgos de inesperada teatralidad. Es que Doyle invierte los elementos de la novela de investigación y al lo hacer crea un método técnico, un truco, que ya ningún cultivador del género desaprovechará.
Sherlock Holmes do novelista inglês é, na realidade, Lupin convertido à cabal compreensão do vulgo. O que em Edgar Allan Poe é sutileza, em Doyle se converte em distensão o distorção absurda da lógica. A pincelada do poeta ianque se traduz no brochada colorida do novelista inglês. O trabalho paciente de Poe em afã de surpreender o leitor com rasgos de inesperada teatralidade. É que Doyle inverte os elementos da novela investigativa e assim cria um método técnico, um truque, que nenhum cultivador do gênero desperdiçará.
 […]
Algunos de esos autores merece figurar en la historia literaria con todo honor. Me refiero, naturalmente, a Simenon. No podemos decir lo mismo de Edgar Wallace, aunque su fama sea extraordinaria y fue, junto con Doyle, el escritor policíaco que más dinero ganó.
 Alguns desses autores merece figurar na história literária com toda honra. Me refiro, naturalmente, a Simenon. Não podemos dizer o mesmo de Edgar Wallace, apesar de sua fama ser extraordinária e foi, junto com Doyle, o escritor policial que ganhou mais dinheiro.
[…] todavía recuerdo un gazapo de una de sus obras [Edgar Wallace], El cofrecillo de doble fondo, donde el autor asegura, muy formalmente, que la sangre de la víctima, nel piso superior, cayó al inferior se filtrando nel pavimento.
[…] ainda me lembro duma gafe duma de suas obras [Edgar Wallace], O cofrinho de fundo falso, donde o autor garante, muito formalmente, que o sangue da vítima, no piso superior, desceu ao inferior se infiltrando no piso.
¡Ni que fuese una piscina de sangre!
Mesmo que fosse uma piscina de sangue!
[…] Las tramas de Ellery Queen, bien desarrolladas lógica y literariamente, constituyen un alarde de seguridad y despeje imaginativo, pero en lo general forman tan terrible embrollo que no hay lector con ánimo bastante para acometer tan difícil tarea.
[…] As tramas de Ellery Queen, bem elaboradas lógica y literariamente, constituem um alarde de segurança y vôo imaginativo, mas no geral formam tão terrível maçaroca que não há leitor com ânimo suficiente pra executar tão difícil tarefa.
Sobre Agatha Christie:
Hablando con sinceridad. Sus obras son literariamente muy aceptables pero en ellas alguna vez se hace imposible la tarea de investigación del lector o espectador porque a menudo la autora mutila de intento el relato, ocultando con deslealtad fragmentos de los hechos que aparenta revelar. Y eso no está bien.
Falando sinceramente. Suas obras são literariamente muito aceitáveis mas nelas alguma vez é impossível a tarefa investigativa do leitor ou espectador porque a miúdo a autora mutila intencionalmente o relato, ocultando com deslealdade fragmentos dos fatos que finge revelar. E isso não está certo.
O universo disney apresenta uma paródia de nosso mundo, como se milhões de anos no futuro os patos e outros bichos evoluíram à forma humana. Tem um fato bizarro de que há bichos-bicho e bichos-gente. Assim Pateta é um cão-gente e Pluto um cão-bicho. Também tem a esquisitice de jacaré pôr a língua a fora e Margarida, que é uma pata, ter seios e usar sutiã, sendo que os patos não são mamíferos. E por que os patos têm o joelho na frente? Os patos reais têm o joelho atrás, como as galinhas. O fato de terem quatro dedos na mão é explicável pelo fato desses bichos em geral terem quatro dedos, mas nunca entendi porque todos usam luva branca.
Bizarro também é o gorila dos gibis, sempre feroz como um carnívoro. Burne Hogarth é tão aclamado pela apurada técnica de desenhista, tendo até volumes ensinando sua técnica anatômica no desenho, mas só se for anatomia humana, porque o gorila...
Eis a diferença entre um gorila rogartiano e um do mundo real:  

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Até hoje não temos certeza se o correto é A Sombra ou O Sombra. Não importa. Suas aventuras tinham um tradutor oficial: João Távora. O que esse homem traduziu de revistas policiais, mistério, terror é impressionante. Sabe lá Deus quantas! Traduziu também um sucesso de arqueologia do final dos anos 50: A Bília tinha razão, do escritor alemão Werner Keller.
Grato, Che, por esta jóia.

Valeu, Joanco.
Pode notar que no Mistérios, de 1937, aparece como A Sombra. Já neste, de 1943, como O Sombra. Meu critério é este: Se fosse uma criatura que é ou parece sombra, seria A sombra (sendo uma sombra), e A Sombra, sendo ou não sombra mas Sombra seu nome. Como se trata dum homem cujo nome é Sombra, identidade secreta ou não, tem de ser O Sombra. Afinal o famoso Paula Ney não gostaria de ser chamado de A Paula Ney.
Idem O Aranha, O Águia, A Mulher-Morcego (A Mulher-Morcega só se for a Dilma), o cabra-da-peste, etc.
Como no gibi o mocinho nunca dá um fora, é sempre o maioral e é invencível, aqui na página o super-herói Che Guavira é o maior filósofo do mundo, o mais inteligente e culto, QI de 1 milhão, mas no mundo real não é bem assim, hehehe. Por isso estou aberto a outras interpretações.
Não sei se é verdade que João Távora traduziu tanto. Conforme estudo da tradutora Denise Bottman, vide sua página http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/, muitas antologias são suspeitas de tiradas de traduções portuguesas e atribuídas a outros, pessoas reais ou fictícias. Muita picaretagem no ramo. Vale a pena ficar dentro do assunto, bem esmiuçado lá, além de levantamento sobre livros espoliados, tradutores pretensos, etc.
Quanto a A Bíblia tinha razão, li o livro. O título é verdade em termos arqueológicos, mesmo assim em parte. É sobre arqueologia. Não é religião nem ufologia.

Esses livros mais antigos são interessantes também a quem pesquisar cronologia da ortografia.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Camarada, o seu; http://cheguavira.blogspot.com.br/ é ótimo, nota 10, melhor nota 1000 - Péricles foi um gênio das charges. O seu Amigo da Onça é um clássico maravilhoso. Eu coloquei no meu flickr, em tela cheia, TODAS as suas charges premiadas. Veja aqui; http://www.flickr.com/photos/deltocog/

sexta-feira, 18 de abril de 2014

domingo, 13 de abril de 2014

5 motivos pra recomendar a edição de O rei de amarelo, da editora Clock tower como a melhor edição brasileira do livro
Como já deveis esta saber que algumas editoras lançaram versões neste mês de abril do livro O rei de amarelo por causa do sucesso da série de televisão True detective. Isso só nos mostra o quanto a obra de Chambers é atual e disputada. Nos dá orgulho saber a perfeita sincronia de nossa equipe. Vamos agora colocar as características de nossa edição:
1 ● O rei de amarelo, da Editora Clock Tower, será editado e encadernado em capa dura, o que permite uma conservação maior e dará destaque à beleza externa.
2 ● A qualidade de nossa capa e a diagramação seguirão o mesmo padrão de nosso livro O mundo fantástico de HP Lovecraft. Em breve divulgaremos a capa e tereis uma idéia de como conseguimos melhorar o que fizemos com a antologia anterior.
3 ● O rei de amarelo, da Editora Clock Tower, virá com muito material extra. Recheamos nossa edição com notas explicativas, ilustrações, uma longa introdução à obra feita por um especialista no assunto e uma biografia reveladora de Chambers, detalhada e com foto.
4 ● Como nossa edição começou muitos meses antes da estréia e do conseqüente sucesso de True detective, diferente de editoras que lançam livro a pressa, estamos preparando a tradução com muito cuidado. Parte desse longo desenvolvimento envolve vários profissionais trabalhando e revisando esse material. Como exemplo, Chambers usa termos dum dialeto, o cockney, que é difícil inclusive pra pessoas nativas de países de língua inglesa. Pra tratar essas traduções contamos com a ajuda duma professora inglesa para sanar dúvida.
5 ● E o principal de tudo: Nosso livro será baseado no estudo do professor e doutor Robert Wright Trebor, do departmento de estudo de filosofia, história, cultura e arte da universidade de Helsinque, que mora na França e está afastado da pesquisa há anos devido a um acidente em motocicleta, mas tem muito a nos contar sobre esse livro.
A realidade é tão assombrosa quanto a ficção. Me envolvi de tal maneira na pesquisa com esse livro que conheci grandes estudiosos e interessados nesse livro no mundo inteiro e sabendo de coisas incríveis. Parece que certos segredos estavam prontos para serem descobertos. São opiniões diversas e inusitadas sobre a obra, como são a do escritor Joseph S. Pulver e de mais meia dúzia de intelectuais sobre o assunto. A diferença de professor Trebor foi que me apresentou algo palpável, que são cópias dos originais que teve acesso quando jovem. Na época que a mansão de Chambers foi abandonada, muitos jovens usavam livros e móveis da casa pra fazer fogueira enquanto acampavam e usavam droga na propriedade. Numa dessas ocasiões os manuscritos foram descobertos. Como tinha muito interesse em literatura, os guardou. Isso comprovei vendo uma cópia duma matéria do The New York times, falando sobre a situação da mansão em Broadalbin antes de ser adquirida por uma igreja.
Na introdução do livro sabereis mais. Não quero estragar a surpresa e expor isso a outras editoras mas posso dizer que existem diferenças entre as edições que conhecemos: A de 1895 e o manuscrito original do livro.
Aguardai ansiosos um grande livro, que tereis muita satisfação em ler!
Por favor, curtis e compartilhai esta conexão, além de opinar.
Abraços

Denílson E. Ricci

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O que é a maldição do faraó
Quando desconhecíamos a física nuclear o funcionamento do Sol era inexplicável e passagens mitológicas como no Maabarata, descrevendo o lançamento duma flecha com a luz de mil sóis, pessoas se esfolando, perdendo unha e cabelo eram explicadas como fantasia ou alegoria. Não podíamos explicar porque pra nós era uma ciência desconhecida. Daí quem desconhece ter a natural tendência a considerar algo sobrenatural.
O mesmo ainda acontece com relação à magia, parapsicologia, etc. Por desconhecermos a ciência psíquica tentamos a força encaixar tudo em nossa ciência racionalista. Não existiram gigantes porque não há evidência, esqueleto, etc. Mas como? Se houver será ignorada, considerada falsa, esquecida.
Tentes explicar o funcionamento do Sol usando apenas a ciência do século 19!
Guy Tarade, em Os arquivos do insólito e Crônicas dos mundos paralelos expôs o conceito de egregor: A matéria armazena pensamento, que é comprimento de onda, como a pilha armazena eletricidade. Imagines uma analogia com o raio lêiser: Concentrar e canalizar o pensamento tal qual o lêiser é luz concentrada e canalizada.
Uma estátua de santo faz milagre porque acumula egregor, recebendo a emoção de milhares, milhões de fiéis. É por isso que as religiões condenam a idolatria, pois cada um teria seu milagre caseiro. Em vez disso fica tudo concentrado na igreja.
O fantasma não é um ser vivo, mas imagem e presença. É periódico e se esmaece com o passar dos séculos. Faz uma rotina cíclica e não interage com quem se apresenta, exatamente como um filme sendo exibido. Não adianta tentar conversar com uma personagem do filme, pois não é um ser vivo que está ali. Por exemplo: O fantasma dum menino que passava correndo e mergulhava no chão, no meio da sala. Pesquisando o caso se soube que ali havia um poço, depois tapado. O menino caiu no poço. A emoção que se gravou na matéria, chamada memória das paredes, gerou esse desempenho cíclico.
Aparição é um fenômeno denominado camarrupa, que é o inconsciente coletivo gerando uma resultante. Assim aparece a virgem com o menino Jesus. Mas como pode aparecer com o menino, se teria morrido com 33 anos? É porque é gerada pelo inconsciente coletivo. Por isso a imagem é exatamente como imaginada. Quando se encontra alguém que se tinha contato só por carta ou telefone se imagina como é a aparência, que nunca coincide com o imaginado, exatamente o contrário da camarrupa. Camarrupa muito carregada pode gerar um ser fantasmagórico autônomo. Alexandra David-Neel relatou como criou uma espécie de golem, que foi ficando rebelde e foi difícil o fazer desaparecer.
Desdobramento é o fenômeno da saída do corpo. Quando mais dormente o corpo mais consistente e material o duplo, que pode viajar a longe do corpo e assumir a forma que desejar (ideoplastia), mas tudo o que acontecer ao corpo repercute no duplo e vice-versa, de modo que a morte do corpo é a morte do duplo. É um recurso natural de sobrevivência ativar o duplo, especialmente em momento de perigo. Um corpo em catalepsia pode sair pra buscar ajuda. Por exemplo, o clássico relato da mulher numa cabana deserta, que precisava de socorro médico, o médico recebe a visita da filha dela, que o guia até lá e desaparece. Ao elogiar a menina ela informa que a filha morreu há muitos anos. Na verdade é ela quem saiu em desdobramento, o intenso desejo de que se a filha estivesse ali a ajudaria faz o inconsciente gerar a forma da filha (por isso aparece com a idade que tinha quando viva e não a que teria então). A confusão de se ver o duplo, se julgando o corpo morto, quando na verdade está catalético, gerou a crença de que existe uma alma imortal, crença que é produto da ignorância, pois sendo o duplo imortal a execução do corpo do vampiro não o eliminaria.
Achei decepcionante o livro A maldição dos faraós, de Philipp Vandenberg, pois só aborda hipóteses da ciência atual. O autor não é conhecedor de ocultismo.
Em Casas que matam, de Roger de Laforest, vemos como funciona o santuário. A maldição do faraó é exatamente isso.
Todos os implicados na violação foram atingidos, mesmo não entrando na tumba, mesmo um ministro que apenas assinou autorização pra empréstimo a uma exposição. Atropelados, se atirando da janela ou suposta picada de mosquito, um dos atingidos disse que não mais podia suportar aqueles horrores. Uma longa lista de vítima.
Somente Howard Carter escapou, porque teria achado um escrito que era o antídoto.
Os egípcios sabiam manipular a forma-pensamento. Negligenciando desenvolver as ciências psíquicas, a deixando mesclar a espiritismo e superstição, o século 20 e 21 tentam encaixar, estilo camisa-de-força, esses acontecimentos às explicações reducionistas, indigentes e ignorantes doutra ciência, como quando psicólogos diziam que os foguetes eram símbolos fálicos expressando a impotência humana.
E o mais estranho é que mesmo pesquisadores do realismo fantástico derrapam diante do desfile de mortes da maldição do faraó. Vide em O livro do mistério, capítulo Fenômenos inexplicados, subcapítulo Objetos malditos: A maldição de que, na opinião dalguns, Lord Carnarvon e seus colaboradores foram vítimas depois de abrir o túmulo de Tutancamão é bastante discutível. Não insistiremos nesse caso, que tem feito correr muita tinta e que todo mundo conhece.
Como disse Jacques Bergier: Isso não é horroroso. Nossa ignorância é que é horrorosa.


domingo, 6 de abril de 2014


À coleção Adeene neles!
Roland Font, que por ironia é o blogueiro da página realismo fantástico, não sabe que é irmão gêmeo de general Cavallo, tirado de O livro do mistério, de Jacques Bergier e Georges H Gallet

Crônicas de Santiago
Da autobiografia não-autorizada de Che Guavira
Só liberada por causa da lei de liberdade de informação
Segunda viagem
2
O apartamento de dona Adriana é um dos do condomínio da rua Curicó cujas sacadas sobressaem na calçada, que por sorte é larga. É que a rua foi alargada, então os apartamentos com vista a essa rua ficaram cara a cara com a calçada duma rua não tão movimentada mas central, resultando nessas sacadas gradeadas como enormes caixas salientes que dão ar bem pitoresco. Fiquei imaginando, como se urbanista, uma forma de aproveitar as sacadas. Não dá pra pôr planta porque depredam. Se tirar diminui a segurança. Penso que a solução seria emendar todos na vertical, num só gradeado, ou pôr tela grossa, com concertina (Concertina deveria ter a ver com concerto. Bom...), pra impedir escalada (como pus em meu muro), como na sacada do fundo, que dá à área interna do condomínio.
Poderia pôr propaganda, pra dar um extra ao morador, se bem que enfeia muito.
A desvantagem é mais pro térreo, mas nem se compara à enorme vantagem de não mais ter de subir escada.
Toda noite eu dormia cuma gata de olhos verdes. Toda não, porque a gata ia e vinha. Amanhecendo abria a porta corrediça da sacada do fundo, pràs gatas verem o movimento do pátio. Senão, tinha uma que ficava estressada e fazia caca embaixo da cama como represália.
No aeroporto de Guarulhos tinha um estande no meio do pátio, donde o pessoal abordava os transeuntes, perguntando se mora no Brasil. Nesse caso é uma promoção na qual basta mostrar que o cartão de crédito está no prazo de validade e ganhará uma maleta. Muito blablablá, muita firula, mandam escolher duas revistas pra receber gratuitamente e então avisam será cobrado apenas o frete. Então não é presente, é venda disfarçada. Se não pode espã no computador, por que pode assim ao vivo e de corpo presente? A administração portuária não deveria permitir esse tipo de picaretagem.
Achei que comprando a passagem no balcão da Tã encontraria enorme flexibilidade, poderia montar a meu gosto o trajeto. Mas é bem ao contrário. A atendente não soube explicar por que na internete a passagem é muito mais barata que ali.
Outra coisa estranha é que até Guarulhos levei líquido na bagagem de mão. Só na escala ao exterior é que soube que em viagem internacional não pode líquido em bagagem de mão. Na ida também quase tive de soltar lastro. Hehehe.
Um regionalismo do linguajar chileno é dizer ya () em vez de (sim). Nunca vi isso no Paraguai.
Numa barraca de sebo de São Diego chegou uma garota pedindo o livro Mi planta de naranja-lima (Meu pé de laranja-lima), de José Mauro de Vasconcelos. Eu disse ao livreiro que é um livro brasileiro e respondeu que é um dos adotados pelas escolas.
Se não acreditas, tem até pra baixar:
Não sei por que esses pedagogos gostam tanto de adotar na escola esses romances melodramáticos ultra-tristonhos, que a criança nem entende o enredo.
Outra curiosidade. Em 2011 enviei a canção Vila Esperança, de Adonirã Barbosa, com letra em português e traduzida a amigos chilenos. Encantou tanto que o retrato do compositor passou a fazer parte da decoração da página Un poco de todo, como la vida misma. Podeis conferir:
Me lembro dessa novela, que vi quando criança. Nunca esqueci a cena do carro da personagem, interpretada pelo inesquecível Cláudio Correa e Castro (Naquela época tinha atores de verdade. Não tinha canastrão cotado pra receber prêmio de melhor ator), morrer porque o carro pifou encima do trilho e não conseguiu dar partida quando o trem ia passando.
Santo Antônio é o maior porto. Homômimo de Campo Grande, pois aqui nasceu como Santo Antônio de Campo Grande. Felizmente caiu a primeira parte. Eta costume besta dar a tudo esses horrorosos nomes de santo.
O passeio em barco foi muito divertido porque o guia de tudo fazia piada. Claro que não podia faltar piada de peruano, boliviano e argentino. No mais, barraca de lembrancinha e restaurante de fruto-do-mar.


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