Março 2011 - Che Guavira - sítio literário

quinta-feira, 31 de março de 2011


Pessoal
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Quaquaquá!
Você caiu, caiu!
É brincadeira
É primeiro de abril!

quarta-feira, 30 de março de 2011


Montagem com figuras extraídas de
Os discos voadores não são extraterrenos
Los platillos volantes no son extraterrenos
Já virou uma mitologia contemporânea. Homenzinhos verdes pilotando naves discóides, gerando clichê e estereótipo tipo Me leves a vosso líder, ou estarem preocupados com as tolices que os terráqueos fazem ao meio ambiente, etc. Se são doutro planeta e até doutra estrela por que se incomodariam com nossa política ambiental?
Ya se tornó una mitología contemporánea. Hombrecitos verdes pilotando naves discoidales, generando cliché y estereotipo como Me lleves a vuestro líder, o estar preocupados con las tonterías que los terráqueos hacen al medio ambiente, etc. Se são doutro planeta e até doutra estrela por que se incomodariam com nossa política ambiental?
Generalizamos o charmoso termo disco voador, embora o fenômeno abarque um leque das mais variadas formas e naturezas, de difícil classificação. Mais tecnicamente chamados ufo ou óvini (das siglas UFO ou OVNI, Objetos voadores não-identificados, respectivamente em inglês e português). Prefiro apalavrar (transformar a sigla em palavra) e aportuguesar a ufo, termo mais simples e conciso. Mas há os objetos submarinos não-identificados, etc. Franceses usam a terminologia caidocéus aos objetos e sedop (ser doutro planeta) aos tripulantes. Aqui ainda está na moda a horrível sigla ET (extra-terreno, etê) por causa do famoso filme infantil. Prefiro álien ou alienígena.
Generalizamos el charmoso término platillo volante, si bien que el fenómeno abarque una faja de las más variadas formas y naturalezas, de difícil clasificación. Más técnicamente llamados ufo ou óvini (de las siglas UFO o OVNI, Objetos volantes no-identificados, respectivamente en inglés y portugués). Prefiero apalabrar (transformar la sigla en palabra) y castellanizar a ufo, término más simples y conciso. Pero hay los objetos submarinos no-identificados, etc. Franceses usan la terminología caedelcielos a los objetos y sedop (ser de otro planeta) a los tripulantes. Aquí aún está en moda la horrible sigla ET (extra-terreno, eté) por causa de la famosa película infantil. Prefiero álien o alienígena.
Muitas vezes se usa o termo extraterrestre de forma errônea. Os animais marinhos são extra-terrestres mas não são extra-terrenos. Terrestre é o que vive na terra e terreno é o que vive na Terra.
Muchas veces se usa el término extraterrestre de forma errónea. Los animales marinos son extraterrestres pero não são extraterrenos. Terrestre es lo que vive en la tierra y terreno es el que vive en la Tierra.
Jacques Vallée e John A. Keel já apontaram inconsistência e contradição na idéia de que os ufos sejam oriundos doutro planeta. É mais uma desses arquétipos que se formam na cabeça do público e não se desalojam mais.
Jacques Vallée y John A. Keel ya destacaron inconsistencia y contradicción en la idea de que os ufos sean oriundos de otro planeta. Es más un de esos arquetipos que se forman en la cabeza del público y no se desalojan más.
Não digo que não possam existir naves alienígenas autênticas visitando a Terra mas que a maioria dos casos parece ser um disfarce.
No digo que no puedan existir naves alienígenas auténticas visitando la Tierra pero que la mayoría de los casos parece ser un disfraz.
A ufologia se tornou a mais contraditória, inglória e complexa ciência. Quanto mais se aprofunda o estudo, mais se abre um leque de complexidade. É mais uma guerra que um estudo.
La ufologia si convirtió en la más contradictoria, ingloria y compleja ciencia. Cuanto más se profundiza el estudio, más se abre una faja de complejidad. Es más una guerra que un estudio.
A idéia de que os ufos sejam visitantes extraterrenos se deve à idéia falsa que se tem de que ocupamos e conhecemos todos os pontos do mundo. Olhamos um mapa-mundo todo traçado, colorido, cada ponto com nome, e imaginamos que está tudo esquadrinhado, habitado, palmilhado, desbravado. Que é impossível um mundo perdido, como na novela de Conan Doyle, onde existam plantas e animais desconhecidos, tanto quanto não há como encontrar uma árvore desconhecida no quintal de casa. Jacques Bergier nos alertou sobre isso. Que há imensas regiões nunca percorridas por um humano e pode haver até gigantescos dinossauros sobreviventes, como seria o Moquelembembe na África.
La idea de que los ufos sean visitantes extraterrenos se debe a la idea falsa que se tiene de que ocupamos y conocimos todos los puntos del mundo. Miramos un mapa-mundo todo trazado, colorido, cada punto con nombre, y imaginamos que está todo detallado, habitado, recurrido, desbravado. Que es imposible un mundo perdido, como en la novela de Conan Doyle, donde existan plantas y animales desconocidos, tanto cuanto no hay como encontrar un árbol desconocido en el quintal de casa. Jacques Bergier nos alertó sobre eso. Que hay inmensas regiones nunca recurridas por un humano y puede haber hasta gigantescos dinosaurios sobrevivientes, como sería el Moquelembembe en África.
Pode haver uma civilização poderosa no fundo do mar ou, se a Terra for oca, no lado de dentro. Já se apontou que seria grande a incidência de ufos vindos do que seriam as aberturas polares. John A. Keel, em Estranhas criaturas do tempo e do espaço, aponta o estranho comportamento dos tão falados homens-de-negro. A abordagem é intimidatória mas não cumprem a ameaça. Os movimentos são robóticos, sonolentos. Aparecem dentro dum quarto, por exemplo, como se vindos do nada. Atitude religiosa parece os incomodar, como nas duas vezes em que a mãe das meninas testemunhas do caso Varginha, posta dentro dum carro dos homens-de-negro, que a ameaçavam pra desmentir a história. Pelo-amor-de-deus! Me deixai em paz! No que, perturbados, responderam Pares de dizer Pelo-amor-de-deus! O que sugere uma natureza parapsicológica. O fenômeno é compatível com um ser em desdobramento. Se sabe que o corpo desdobrado pode assumir a forma que desejar. É a chamada ideoplastia (licantropia é a ideoplastia lupina).
Pode haber una civilización poderosa en el fondo del mar o, la Tierra siendo oca, en el lado de dentro. Ya se apuntó que sería grande la incidencia de ufos venidos de lo que serían las aberturas polares. John A. Keel, en Extrañas criaturas del tiempo y del espacio, apunta el extraño comportamiento de los tan hablados hombres-de-negro. La abordaje es intimidante pero no cumplen la amenaza. Los movimientos son robóticos, somnolientos. Aparecen dentro de un cuarto, por ejemplo, como si venidos do nada. Actitud religiosa parece los incomodar, como en las dos veces en que la madre de las muchachas testigos del caso Varginha, puesta dentro de un auto de los hombres-de-negro, que la amenazaban para desmentir la historia. Por-amor-de-dios! Me dejad en paz! En que, perturbados, contestaron ¡Pares de decir Por-amor-de-dios! Lo que sugiere una naturaleza parapsicológica. El fenómeno es compatible con un ser en desdoblamiento. Si sabe que el cuerpo desdoblado puede asumir la forma que desea. Es la llamada ideoplastia (licantropia es la ideoplastia lupina).
Ernesto Bono, em A grande conspiração universal, fala sobre alienígenas malignos (rigelianos e reticulianos) que estariam atrás da sanha ianque em dominar o mundo e que certas práticas religiosas os pode barrar. Daí a onda anti-religiosa no mundo e a ênfase no cientificismo racionalista. Que o escudo anti-míssil na verdade seria pra combater alienígenas rivais, não outros países. Bem antes do lançamento do filme-catástrofe da queda dum planetóide o autor comentou que não se admiraria se lançassem um filme com esse tema pra gerar no público ânimo favorável aos mísseis.
Ernesto Bono, en La grande conspiración universal, habla sobre alienígenas malignos (rigelianos y reticulianos) que estarían atrás de la saña yanke en dominar el mundo y que ciertas prácticas religiosas los puede barrar. Entonces la onda anti-religiosa nel mundo y el énfasis en el cientificismo racionalista. Que el escudo anti-misil en verdad sería para combatir alienígenas rivales, no otros países. Bien antes del lanzamiento de la película-catástrofe de la queda de un planetoide el autor comentó que no se admiraría si lanzasen una película con ese tema para generar nel público ánimo favorable a los misiles.
As religiões, o espiritismo, foram formas de se evitar que o ser humano desenvolva as ciências psíquicas. Chafurdando num lodaçal de superstição, estereótipo e princípios falsos o homem não consegue retomar o fio da meada. Levado a crer num deus cósmico, em espíritos habitando o além, homenzinhos verdes ou seres interdimensionais somos desviados da verdadeira natureza do problema.
Las religiones, el espiritismo, fueron formas de se evitar que el ser humano desarrolle las ciencias psíquicas. Chafurdando nun lodazal de superstición, estereotipo y principios falsos el hombre no consigue retomar el filo de la menada. Llevado a creer nun dios cósmico, en espíritus habitando el allá, hombrecitos verdes o seres interdimensionales somos desviados de la verdadera naturaleza del problema.
Esses alienígenas malignos podem ser um disfarce. Há muito nossa atenção é insistentemente voltada a fora. Conhecemos mais a superfície de Marte que o fundo do mar. As religiões cultuam um deus cósmico vivendo num éden celeste. A astronomia se volta às galáxias mais longínquas. Algo ou alguém quer desviar nossa atenção. Por quê? Porque se tomarmos outra direção poderemos os descobrir. Lembrar que o álien de Varginha mais parecia um ser aquático, que não havia nave e foi encontrado perto dum rio. Por isso a guerra de desinformação na ufologia e parapsicologia.
Esos alienígenas malignos pueden ser un disfraz. Hace mucho nuestra atención es insistentemente dirigida a fuera. Conocimos más la superficie de Marte que el fondo del mar. Las religiones cultivan un dios cósmico viviendo nun éden celeste. La astronomía se vuelve a las galaxias más lejanas. Algo o alguien quiere desviar nuestra atención. ¿Por qué? Porque si tomamos otra dirección podremos los descubrir. Recordar que el álien de Varginha más parecía un ser acuático, que no había nave y fue encontrado cerca de un río. Por eso la guerra de desinformación en la ufología y parapsicología.
Um pesquisador francês falou sobre o inverossímil que há nos contos de viagem espacial. Disse que ir a outro planeta não é tão simples assim por causa da imunologia. Não basta encontrar um planeta, constatar que tem atmosfera, gravidade, temperatura, etc., tudo parecido com a Terra, e então... maravilha... é só providenciar a mudança. Disse que ali pode haver microorganismo ao qual não temos imunidade. A estimativa seria ser preciso ficar orbitando o planeta candidato uns 7 mil anos. Não sei no que se baseia essa estimativa mas creio que nalguma média biológica do que já se conhece em epidemiologia. Assim como Robert Charroux disse que a média duma civilização terrena é de 12 mil anos, que se baseia na média de queda de planetóide e do ciclo solar. O que demonstra a ignorância do nazismo, postulando o terceiro império pra durar mil anos, como se isso fosse muito tempo. Talvez seja por isso que tantos seres são descritos como aparentando ser robô ou em escafandro astronáutico.
Un estudioso francés habló sobre el inverosímil que hay en los cuentos de viaje espacial. Dijo que ir a otro planeta no es tan sencillo así por causa de la inmunología. No basta encontrar un planeta, constatar que tiene atmósfera, gravedad, temperatura, etc., todo parecido con la Tierra, y entonces... maravilla... basta providenciar la mudanza. Dijo que allí puede haber microorganismo al cual no tenemos inmunidad. La estimativa sería ser necesario quedar orbitando el planeta candidato unos 7 mil años. No sé en que se basa esa estimativa pero creo que en alguna media biológica de lo que ya se conoce en epidemiología. Así como Robert Charroux dijo que la media de una civilización terrena es de 12 mil años, que se basa en la media de queda de planetoide y del ciclo solar. Lo que demuestra la ignorancia del nazismo, postulando el tercer imperio para durar mil años, como si eso fuese mucho tiempo. Tal vez sea por eso que tantos seres son descritos como aparentando ser robot o en escafandro astronáutico.
Jacques Vallée aponta o comportamento estranho de seres vistos coletando material. Observou que parecem estar encenando, fingindo estar coletando, como pra nos convencer de que estão estudando, curiosos, pra reforçar nossa idéia de que seriam doutro mundo. Isso sugere um disfarce.
Jacques Vallée apunta el comportamiento extraño de seres vistos colectando material. Observó que parecen estar representando, fingiendo estar colectando, como para nos convencer de que están estudiando, curiosos, para reforzar nuestra idea de que serían de otro mundo. Eso sugiere un disfraz.
O vôo impossível dos ufos, fazendo curva de 90 graus a altíssima velocidade, sugere não serem corpos materiais. Cruzes luminosas no céu quando da expansão cristã... Sugere um ser ou uma irmandade exercendo ideoplastia...
El vuelo imposible de los ufos, haciendo curva de 90 grados a altísima velocidad, sugiere no ser cuerpos materiales. Cruces luminosas nel cielo cuando de la expansión cristiana... Sugiere un ser o una hermandad ejerciendo ideoplastia...
Se os ufos querem conquistar a Terra por que não o fizeram? Se estão aqui desde a pré-história não seria muito mais fácil quando os humanos não tinham tecnologia? Se são doutro mundo por que estão preocupados com nossa atividade ambiental?
Si los ufos quieren conquistar la Tierra ¿por que no lo hicieron. Si están aquí desde la prehistoria, no sería mucho más fácil cuando los humanos no tenían tecnología. Si son de otro mundo por que están preocupados con nuestra actividad ambiental?
Andreas Faber Kaiser acha que quem providenciou a expansão cristã e que nos induz a uma civilização do sofrimento, desumana, artificial, robótica, escravista, seria uma super civilização galática. Mas uma civilização tão adiantada agir com tanto medo e tanto segredo? Eis uma contradição. A intenção não é dominar mas bagunçar tudo. O que está atrás disso tudo não é uma civilização mas um parasita, um vampiro.
Andreas Faber Kaiser cree que quien providenció la expansión cristiana y que nos induce a una civilización del sufrimiento, deshumana, artificial, robótica, esclavista, sería una súper civilización galáctica. Pero una civilización tan adelantada actuar con tanto miedo y tanto secreto? Eh una contradicción. La intención no es dominar pero confundir todo. Lo que está atrás de eso todo no es una civilización pero un parásita, un vampiro.

segunda-feira, 28 de março de 2011


Esfera de filamento radial
Coleção Prisma - Exploração submarina - Ken Roscoe
Edições Melhoramentos, editora da USP, 1974
Já usaram a esfera de filamento radial pra construir prédios anti-terremoto?
Creio que tal esfera poderia evitar a tragédia da usina de Fucuxima.


Está circulando uma bobagem como curiosidade:
Neste ano outubro terá 5 domingos, 5 segundas-feiras e 5 sábados.
Isso acontece uma vez a cada 823 anos.
Isso é impossível porque só existem 14 calendários possíveis
O calendário de 2011 é o mesmo de 2005


Que sorte que elas querem tomar o lugar dos homens em tudo quanto é tarefa chata. Imagines o quanto é chato ser presidente. Fazer todas aquelas mesuras, todo aquele fingimento. Discurso, lugar-comum, banalidade, babaquice. Tudo politicamentezinho corretinho.
Ouvir uma primeira-dama (cadê a nossa?) clamar aos jovens pra serem voluntários, patati-patatá. Aturar o zé-povinho com ADN de macaco, que confunde as celebridades com os deuses. O papo meloso da imprensa... Enfim, toda essa burrice. Arre! Vade-retro! Esconjura! Quero ficar longe desse mundinho arqui-chato, mala-sem-alça, saco-de-fundo-rasgado.
Enquanto posso estar aqui, lendo um livro maravilhoso e cheio de idéias inteligentes.

domingo, 27 de março de 2011


Este selo veio de http://quadrinhosantigos.blogspot.com/. A regra do jogo me obriga a preencher um pequeno questionário:
Nome: Mário Jorge
Uma música: Dröm är dröm och saga saga, de Agnetha Fältskog (a loura do Abba)
Humor: Satírico e cômico
Uma cor: Amarelo canário
Estação: Outono, pra ler bastante
Como prefiro viajar: Na internete
Um lugar: Curitiba, visitando sebo e restaurante típico
Um filme: Planeta proibido (Forbidden planet), 1956
Um livro: O despertar dos magos, de Jacques Bergier
Um prazer: (Tirante o óbvio) Passar o dia no sebo
Um seriado: Perdidos no espaço
Time do coração: Não gosto de competição (Quando me perguntam isso respondo: Salgueiro, União da Ilha, Vila Isabel, Império Serrano...)
Frase mais usada: Ai, que preguiça!
Porque tem um blogue: Pra resgatar a memória dos livros e gibis, divulgar minhas idéias e pra que os outros também tenham o que tenho
Sobre o que escreves: Qualquer assunto sobre o qual tenho alguma idéia a expor, mesmo sabendo que no futuro poderei e poderão rir de minha ingenuidade
Escreva a primeira coisa que vier a cabeça: Quem não chora não mama
O que achou do selo: Uma boa idéia
A segunda regra do jogo pede pra reencaminhar o selo a outros blogues bacanas. Então estou enviando aos blogues:

sexta-feira, 25 de março de 2011


O surgimento de Esquálidus (Pistachi Psersimon Plumeridus), junto com Mancha Negra a personagem mais interessante do universo Disney. O melhor volume da Disney.
Pra quem achou o arquivo muito grande, eis em parte:
Parte 3: http://www.mediafire.com/?tp7col63gd37yig
Página 207, faltante até então

terça-feira, 22 de março de 2011


O outro Che
Diz que Che Güevara na verdade não morrera, apenas estava em conservação criogênica. Faltou energia justamente no dia da visita do presidente Baraque, o Bão ao Brasil. Deu uma volta e foi ver como estava o mundo. Mas eis que soube duma notícia estarrecedora: Baraque, o Bão, no palácio do Planalto, deu ordem pra atacar a Líbia.
— Ó céus! Cruz-credo! Não! Já anexaram o Brasil e fizeram de Brasília a capital!
Teve um piripaque no coração e morreu.
O abraço
Seu Matias, andando na rua, se encontrou com um velho amigo.
— Geraldo, meu velho. Como vai?
— Nem te conto. Te lembras de meu filho Pedrim? Pois estava no time de futebol da escola. E minha filha Dina fazendo balé. Mas aí não deu certo. Acabaram mudando de opção.
— Mas isso é normal. Escolher outra atividade. Qual o problema?
— O problema é que permutaram. Agora ele fará balé e ela futebol! Buáááá!
— Á!, meu caro! Não queria estar em tua pele. Mas tens de ser forte.
A coisa impressionou o cara. Quando chegou a casa foi logo perguntando ao filho:
— E aí? Como está indo no futebol lá na escola?
— Não dá, pai. Decidi mudar. Escolherei outra atividade. Esse negócio de futebol não é pra mim.
— Mas, meu filho, futebol é um desporto másculo, desafiante.
— Não. Tô fora.
— Mas como? Expliques!
— É essa mania que os caras têm de abraçar. Ontem fiz uma jogada boa e fiz um gol. Então tive de correr a periferia do campo todo. O pessoal pensou que eu ia à galera, comemorar. Não. Eu estava correndo dos companheiros, pra fugir do abraço. A gente nem pode fazer um gol e os outros ficam querendo abraçar. A gente corre e eles correm atrás, fazendo questão de abraçar. Sei não, viu! Até parece que os caras procuram fazer gol só pra se abraçar. Eu-hem! Se eu gostasse de ficar abraçando marmanjo lutaria judô, oras bolas!

segunda-feira, 21 de março de 2011



Tá correndo um texto sobre um porteiro do puteiro, e que seria senhor Tramontina. O enredo é um plágio do conto, de W. Somerset Maugham, O zelador da igreja William Somerset Maugham (Paris, 25.01.1874 – Saint-Jean-Cap-Ferrat, 16.12.1965) foi um famoso romancista e dramaturgo britânico.
Maugham é um dos maiores clássicos do conto mundial e esse um de seus melhores contos.
Se pode encontrar os contos de Maugham nos sebos. Vale a pena ler especialmente Doutor Sabe-tudo e Encontro em Samarra.

domingo, 20 de março de 2011


Relatório 5
do emissário extraordinário XYZ ao planeta 3
Em missão urgente buscando inteligência
a dom Piqwỹ Lagarrr Urraur nã-Ữluarurr
Governador-geral do sistema Altair
Pitoresco, estranho e muito louco é o ritual de acasalamento dos nativos do planeta 3. O dismorfismo sexual da espécie é muito grande porque é híbrida, o que leva a situações bizarras.
É a única espécie onde o macho é mais feio que a fêmea e é ele quem faz a corte, que é muito complicada. Ele não pode demonstrar estar interessado, senão ela esnoba. Tem de fingir estar desinteressado mas dando a entender que está interessado sem fazer muita questão. De modo que tem de fazer mil piruetas e criar pretextos pra perseguir a fêmea mas sem que ela se sinta desejada. Ao mesmo tempo tem de escamotear a corrida de todos os observadores, sempre prontos a pôr água no fogo. O jogo é eliminatório, não classificatório, o que significa que basta um erro, mesmo insignificante, e ele estará eliminado.
Ambos têm de fingir ser assexuados. Em nenhum momento do ritual ele ou ela pode dar a entender que seu objetivo é o acasalamento. Por uma bizarra perversão os nativos do planeta 3 consideram o acasalamento algo vergonhoso, ao mesmo tempo que se declaram sem preconceito quanto a todo tipo de perversão. É um jogo de faz-de-conta bem pueril, se fingindo assexuados. Caso uma parte manifeste sinceridade será imediatamente rejeitado pela outra parte. Mas em dado momento, como num passe de mágica, eles têm, como se diz, de soltar a franga, pois se uma parte persistir demasiado tempo no faz-de-conta a outra parte se enfada e o rejeita. Como eles conseguem se entender nessa barafunda infernal? Não sei. Talvez seja por isso que gostam tanto de se embriagar, porque creio que se não o fizessem o faz-de-conta nunca seria interrompido.
Outra estranha perversão é que consideram o acasalamento assunto proibido aos ainda não adultos. Não sei donde tiraram essa idéia maluca. O que sei é que só serve pra gerar neurose sobre neurose. Escondem essa função vital dos filhos e nunca falam sobre isso com eles, o que é uma violência. Mas não consideram assim porque têm vergonha do que são. Quando os filhos crescem os pais ficam na expectativa de que, num passe de mágica, se acasalem. E ainda esperam que o façam de modo correto. Mas donde tirariam essa informação, se ela foi sempre escamoteada? Não sei. Talvez algum dia alguém consiga desvendar o que se passa na cabeça desses malucos.
Outra maluquice é que cultuam a virgindade e a maternidade ao mesmo tempo. Até a principal deusa é uma mãe virgem. Tudo isso e mais o fato do parto ser traumático, nos levaria a pensar que a população é escassa. Mas não é assim.
O ritual de acasalamento é bem longo. A primeira fase se chama namoro, sendo um período pra que se conheçam e constatem se são compatíveis. Mas não é assim que acontece. Em vez de analisar o outro, simplesmente se apaixonam e pronto.
As fêmeas são muito volúveis e avoadas. De modo que só os machos espertalhões têm sucesso com elas. Qualquer um que seja bom e compreensivo elas logo riem dele e o rejeitam. Assim elas estão sempre nas mãos dos espertalhões e quando se separam elegem outro com os mesmos parâmetros. Então vão chorar as pitangas dizendo que não têm sorte com eles.
Também pudera! Elas sempre dizem estar esperando um príncipe encantado. Se ficam assim, focando no que não existe, não admira que dê tudo com os burros nágua!
Outra complicação é que as fêmeas exigem que os machos façam cantadas criativas. Quando um se dirige a ela com uma frase manjada ela o ignora. Mas se o objetivo é muito sabido e banal e se elas mesmas nada têm de criativas, por que essa exigência? Afinal, com isso estão admitindo que esperam da parte deles uma encenação. E por que esperam que ele aja como dramaturgo se o que querem é um financista?
Outra estranheza é que elas estão sempre falando nalgo vago como O grande amor da vida. Que fulano é o grande amor de sua vida ou que estão procurando o grande amor de sua vida (que seria aquele príncipe encantado). Qualquer raciocínio simples logo constata que tal conceito só pode ser válido depois que se encerrar a cadeia amorosa. Então, estatisticamente, comparando todos, se pode considerar fulano o que mais preenche certos critérios. Mas é isso!: Quais são os critérios pra se dizer que fulano é o grande amor e que sicrano e beltrano não? Perguntei a várias delas e nunca tive resposta além de gaguejos, conceitos vagos e porta na cara.
Também é comum uma mãe dizer à filha que só deve consumar o ritual de acasalamento quando for um momento muito especial. Mas nunca alguma delas definiu no que consiste, em que conjunto de situação se pode considerar tal momento especial. Mas isso não me espanta tanto, já que tudo na vida dos nativos do planeta 3 é muito vago e dúbio.
Desde a origem da espécie, há milênios sem conta, elas os avaliam pela aparência, principalmente a roupa. Então os machos espertalhões, que há muito perceberam isso, se vestem com todo apuro, capricham no penteado, no sapato, etc. Ora!, sabemos que todo teste psicológico tem de ser mudado de tempo a tempo, pois logo se torna manjado, perdendo precisão. Mas, estranhamente, as fêmeas da espécie nunca mudam os parâmetros. Desde que a espécie existe avaliam os machos pela camisa de linho, sapato lustrado, palavras doces, etc.
O macho tem de fingir muito pra encenar aquilo que ela espera que ele seja. É um esforço estressante. Ao mesmo tempo ela exige sinceridade mas se ele for sincero ela considerará isso grosseria. O resultado é que nesse baile de doidos, nesse hospício, nesse samba do crioulo louco, chega um momento que ele pára de fingir. A menos que seja um doido varrido, não conseguirá fingir a vida toda. Antes ela o constrangeu a fingir ser assexuado, agora quer que ele jogue fora todas as revistas de mulher pelada. Ele não suporta constatar que ela já não finge mais ter tanta afinidade de pensamento com ele... Então começam a brigar, até que se separam.
Emissário extraordinário XYZ prossegue na difícil busca a inteligência no planeta 3.
Informe 5
del emisario extraordinario XYZ al planeta 3
En misión urgente buscando inteligencia
a don Piqwỹ Lagarrr Urraur nã-Ữluarurr
Gobernador-general del sistema Altair
Pintoresco, extraño y muy loco es el ritual de emparejamiento de los nativos del planeta 3. El dismorfismo sexual de la especie es muy grande porque es híbrida, lo que lleva a situaciones bizarras.
Es la única especie donde el macho es más feo que la hebra y es él quien hace la corte, que es muy complicada. Él no puede demostrar estar interesado, si no ella esnoba. Tiene de fingir estar desinteresado pero dando a entender que está interesado sin hacer mucha cuestión. De modo que tiene de hacer mil piruetas y criar pretextos para perseguir la hembra pero sin que ella se sienta deseada. Al mismo tiempo tiene de escamotear la corrida de todos os observadores, siempre prontos a poner agua en el fuego. El juego es eliminatorio, no clasificatorio, lo que significa que basta un error, mismo insignificante, y él estará eliminado.
Ambos tienen de fingir ser asexuados. En ningún momento del ritual él o ella puede dar a entender que su objetivo es el emparejamiento. Por una bizarra perversión los nativos del planeta 3 consideran el emparejamiento algo vergonzoso, al mismo tiempo que se declaran sin preconcepto cuanto a todo tipo de perversión. Es un juego de hacer-de-cuenta bien pueril, se fingiendo asexuados. Caso una parte manifieste sinceridad será inmediatamente repelido por la otra parte. Pero en dado momento, como en un pase de mágica, ellos tienen, como se dice, de soltar a polla, pues se una parte persistir demasiado tiempo en el hace-de-cuenta la otra parte se enfada y lo repele. Como ellos consiguen se entender en ese lío infernal? No sé. Tal vez sea por eso que les gustan tanto de se emborrachar, porque creo que se no lo hacen el hace-de-cuenta nunca sería interrumpido.
Otra extraña perversión es que consideran el emparejamiento asunto prohibido a los aún no adultos. No sé donde sacaron esa idea tonta. Lo que sé es que solo sirve para generar neurosis sobre neurosis. Esconden esa función vital de los hijos y nunca hablan sobre eso con ellos, lo que es una violencia. Pero no consideran así porque tienen vergüenza de lo que son. Cuando los hijos crecen los padres quedan en la expectativa de que, en un pase de mágica, se emparejen. Y aún esperan que lo hagan de modo correcto. Pero ¿donde sacarían esa información?, si ella fue siempre escamoteada. No sé. Tal vez algún día alguien consiga desvendar lo que se pasa en la cabeza de esos malucos.
Otra tontería es que cultivan la virginidad y la maternidad al mismo tiempo. hasta la principal diosa es una madre virgen. Todo eso y más el hecho del parto ser traumático, nos llevaría a pensar que la población es escasa. Pero no es así.
El ritual de emparejamiento es bien largo. La primera fase se llama enamoro, siendo un período para que se conozcan y constaten si son compatibles. Pero no es así que ocurre. En vez de analizar al otro, simplemente se apasionan y es todo.
Las hembras son muy volubles y livianas. De modo que solo los machos listos tienen éxito con ellas. Cualquier uno que sea bueno y comprensivo ellas pronto ríen de él y lo rechazan. Así ellas están siempre en las manos de los listos y cuando se separan eligen otro con los mismos parámetros. Entonces van llorar las pitangas diciendo que no tienen suerte con ellos.
También ¡pudiera! Ellas siempre dicen estar esperando un príncipe encantado. Si quedan así, concentradas en lo que no existe, ¡no admira que de todo con los burros al agua!
Otra complicación es que las hembras exigen que los machos hagan cantadas criativas. Cuando uno se dirige a ella con una frase conocida ella lo ignora. Pero si el objetivo es muy sabido y banal y se ellas mismas nada tienen de criativas, ¿por que esa exigencia? A final, con eso está admitiendo que esperan de la parte de ellos un teatro. ¿Y por que esperan que él se comporte como dramaturgo si lo que quieren es un financista?
Otra extrañeza es que ellas están siempre hablando en algo vago como El grande amor de la vida. Que fulano es el grande amor de su vida o que están procurando el grande amor de su vida (que sería aquel príncipe encantado). Cualquier raciocinio sencillo pronto constata que tal concepto solo puede ser válido después que se encerrar la cadena amorosa. Entonces, estadísticamente, comparando todos, se puede considerar fulano lo que más se molda a ciertos criterios. Pero es eso!: ¿Cuales son los criterios para se decir que fulano es el grande amor y que sicrano y beltrano no? Pregunté a varias de ellas y nunca tuve contesta a más de gagueos, conceptos vagos y puerta en la cara.
También es común una madre decir a la hija que solo debe consumar el ritual de emparejamiento en un momento muy especial. Pero nunca alguna de ellas definió qué consiste, en que conjunto de situación se puede considerar tal momento especial. Pero eso no me espanta tanto, ya que todo en la vida de los nativos del planeta 3 es muy vago y dubio.
Desde la origen de la especie, hace milenios sin cuenta, ellas los evalúan por la apariencia, principalmente la ropa. Entonces los machos listos, que hace mucho percibieron eso, se visten con todo apuro, se apuran en el peinado, en el zapato, etc. ¡Ora!, sabemos que todo teste psicológico tiene de ser cambiado de tiempo a tiempo, pues pronto se torna conocido, perdiendo precisión. Pero, extrañamente, las hembras de la especie nunca cambian los parámetros. Desde que la especie existe evalúan los machos por la camisa de lino, zapato lustrado, palabras dulces, etc.
El macho tiene de fingir mucho para fingir aquello que ella espera que él sea. Es un esfuerzo estresante. Al mismo tiempo ella exige sinceridad pero si él sea sincero ella considerará eso grosería. El resultado es que en ese baile de locos, en ese hospicio, en ese samba del criollo loco, llega un momento que él cesa de fingir. A menos que sea un loco barrido, no conseguirá fingir la vida toda. Antes ella lo forzó a fingir ser asexuado, ahora quiere que él arroje fuera todas las revistas de mujer desnuda. Él no suporta constatar que ella ya no finge más tener tanta afinidad de pensamiento con él... Entonces empiezan a pelear, hasta que se separan.
Emisario extraordinario XYZ prosigue en la difícil búsqueda a inteligencia en el planeta 3.

domingo, 13 de março de 2011


Reflexinhos e reflexões
O Chile precisou evacuar toda a área costeira pra se prevenir contra o vagalhão resultante do terremoto no Japão. Mas o problema é que o Chile é todo costeiro.
— A solução foi nos mudarmos à costa oriental.
— Muito bom. Agora nos desloquemos a norte, até o Amapá. É bem melhor ter fronteira com o Brasil do que com a Argentina.
● Os acidentes rodoviários foram maiores que na temporada carnavalesca passada. Além da bebedeira a chuva. Mas não é imbecil quem anda no chão molhado na mesma velocidade que no seco? E um raciocínio óbvio: Todos sabemos que governo é um ente avaro, que só procura arrecadar, nunca gastar (a não ser em farra). Então achas que gastaria dinheiro pra pintar aquelas faixas contínuas amarelas nas rodovias, se não fosse extremamente necessário? Então, caro 200 cavalos no motor e burro ao volante, não ultrapasses em faixa contínua.
● Não é verdade que a mulher vive mais. Se bem que talvez a natureza estique um pouco a meia-vida do gênero que gesta, o que não seria surpreendente. O caso é que a expectativa vital é uma média. O homem, com excesso de progesterona, se mete muito mais em confusão. É alta a taxa de mortalidade entre rapazes de 15 a 24 anos. Criminalidade alta, trânsito violento, leis frouxas, problemas sociais, álcool e droga. Sejam quais sejam as razões, o caso é que é esse o motivo da expectativa vital masculina ser menor.
● Não sou afeito a sentimentalismo e nostalgia piega. Mas gosto de comparar o passado e balancear. Sempre se ganha algo e se perde outro algo. É uma lei da física: Nada se cria nem se perde. Tudo se transforma. Como dizia Malba Tahan: Iazul (tudo passa). Tudo é fase. Tudo é ciclo. Assim também o Carnaval. Estamos no ponto de mínimo do biorritmo. Esbocei um ritmo carnavalesco:
 ● Carnavalescamente falando, estamos numa fase muito ruim, de ressaca. Deve ser um ritmo galático, porque vemos isso em toda parte. Ao longo de décadas estamos na ressaca da festa, com dor de cabeça, mau-humor, apatia.
● Fui dar uma olhada no desfile local, que já é fraco e estava fraco ao quadrado. Estranhei tanta gente vindo, quando o esperável é que estivessem indo. Na ala da frente um sujeito com olhar de extática beatitude e uma lata de cerveja na mão. Um discurso interminável já impacientava o público. Então pediu um minuto de silêncio pra sei-lá-o-quê. Mas se é carnaval não deveria ser um minuto de gargalhada? Em seguia rezaram um pai-nosso. Se querem rezar por que não foram a um retiro espiritual? Melhor ir embora...
● Vida de video-carnavalesco é muito sofrida. Ficamos dependentes de quem transmite o que não assiste, portanto sem senso crítico. Moralistas, entrevistadores chatos, câmeras sonolentos... Nas vésperas o tão esperado Caldeirão, com a eleição das musas. É uma conversarada interminável. Quem quer ver a musa falando? Musa, quando abre a boca é uma desilusão. De permeio umas horríveis e dissonantes músicas baianas que nem são carnavalescas. Aí já é falta de inteligência. Há alguns anos venho deslocando meu frenesi ao desfile das campeãs, pois os desfiles principais estão nas mãos da Globo, que é o Bush da televisão. Assim como conseguiu acabar com a graça de Os trapalhões, esculhambou também o desfile das escolas de samba. Então a salvação era a Band (viu como não adianta dar nome comprido às coisas? Bandeirantes acabou virando Band! Por isso Mato Grosso do Sul é tão sofrível) com seu desfile das campeãs no sábado (agora sexta e sábado) seguinte. Mas a Band está se globomorfizando. Como vem caindo a qualidade. Neste ano fui dormi, como já o faço durante as transmissões globescas. O negócio dela é só futebol. É uma emissora futebolística. E só. Até punha narradores desportivos pra transmitir os desfiles. Até que não foi tão ruim assim, se bem que nunca chegou aos pés da Manchete. Agora resolveu prestigiar seus pedantes apresentadores. Começou com um dos piores apresentadores da tevê, o famigerado tagarela Datena, que estragou toda a transmissão do boi-bumbá de Parintins. Na Manchete eram profissionais do ramo, da pesada. A transmissão era um verdadeiro banho de cultura. Cada detalhe do desfile tinha uma explicação pesquisada de antemão. Uma autêntica ópera-enciclopédia. Claro que tinha erro e tal. Na Band a lengenda da letra do samba não bate com o que se canta. Não existe hífen. Explicam que Edison foi o inventor da lâmpada. Mas lâmpada existe há milênios. O cara foi inventor da lâmpada elétrica, não da lâmpada. E o câmera morrendo de sono. Chega à musa e custa levantar o foco. Quando está subindo dos pés à coxa não dá tempo, já cortaram a cena. Parece ser tudo automático. Muitos carros alegóricos só vemos em panorama. Exatamente como na transmissão globesca. Imagines um jogo de futebol com a bola num lado e a câmera noutro. Sai um pênalti e a câmera está mostrando o zagueiro, no outro lado, amarrando a chuteira. Ou um jogo onde a todo momento estão mostrando imagem panorâmica do alto. Por que quem gosta de jogo pode ver o jogo de verdade, quem gosta de corrida não fica xingando a câmera a todo momento mas quem gosta de desfile carnavalesco não pode ver o que interessa? E se tem uma musa dançando? E daí? Não tenho de me envergonhar disso, pois está em meu código genético. Ainda mais se quem deveria se envergonhar dalguma coisa, em vez disso faz passeata de orgulho, eu é que não me envergonharei do que é normal.
● E o que vem acontecendo às musas? É bizarro, monstruoso. Uns seios exagerados, inflados, pernas musculosas, glúteos caricatos e voz grossa, doentia. Que perversão leva a isso? Que psicose leva a tomar tanto anabolizante? Que se acompanhe a vida dessas musas daqui a alguns anos a ver se ainda estarão vivas. E as vinhetas, cada uma mais chata. Desde a copa africana que a Band vem com vinhetas dissonantes, irritantes. Será que fazem as coisas com tanta pressa e não há tempo de revisar? Se fosse Salomão eu daria, como castigo, a pena de assistirem tudo o que transmitiram.
● Um mostra Einstein como gênio. Einstein é uma farsa. Mas tudo bem. É carnaval. Outra mostra Abraão, louvando um fanático disposto a sacrificar o filho pra agradar a uma divindade duvidosa. Tá... é carnaval. Antes os travestis faziam tudo e de tudo pra imitar as mulheres. Hoje elas é que tudo fazem pra imitar os travestis. Se bem que a definição de momo, no dicionário, é: Ridículo, espalhafatoso, grotesco, burlesco, satírico, escárnio, zombaria... Então os ignorantes, que, manipulativamente, falavam em carnaval família (Na década de 1980 a Bandeirantes, pra vender fitas de VHS eróticas ou pornôs, usava esse sofisma pra censurar sua própria tevê e as outras, e puritanizar o carnaval) cometiam a mesma incoerência duma madame da alta sociedade que dissesse que a festa de são João está muito caipira, pouco elegante e sem classe. Segundo o dicionário KingHost, http://www.kinghost.com.br/vocabulario/momo.html, a definição da palavra momo: sm Entre gregos e romanos, ator que interpretava uma peça familiar e burlesca. Gênero de comédia onde o ator representa, com gestual, ação e sentimento. Mímica, pantomima. Momice, trejeito grotesco ou ridículo. (antigo) Farsa na qual se ridicularizavam os costumes da época. O ator que representava nessas peças. (figurativo) Escárnio, zombaria. Rei Momo: Figura tornada símbolo do Carnaval.
● Hoje qual samba é bonito, cantável? Cada um mais forçado e sem-graça que outro. Se querem transmitir tanta mensagem na canção então o verso não é recomendável, que se use a prosa. Umas canções insossas, uma apatia total em todos os aspectos. O mesmo fenômeno ocorre com a festa de Parintins: Virou uma massa insossa, monotônica, enjoativa. O jogo na copa estava menos chato que o boi-bumbá. Deve ser o magnetismo, um ciclo galático, uma fase que deprime e dilui o psiquismo.
● Sou do tempo quando a marchinha carnavalesca era assim: É mesmo, a verdade é: Qual é o homem que não gosta de mulher?
Mas, como cantou o samba da Caprichosos de Pilares, 1985, em Tem bumbum de fora pra chuchu: Mas hoje está tudo mudado. Tem muita gente no lugar errado.
Hoje a marcha é assim: Será que é mulher? Será que ela é homem? Cuidado com o silicone!
Melhor ir dormir. O pesadelo é acordado.

terça-feira, 8 de março de 2011


8 de março
Que grande coincidência: O dia do bicho mais belo da natureza caiu justamente no dia da mais bela, importante e saudável de todas as festas, o Carnaval!
Só lamento que vivamos um aqui-agora de puritanismo exaltado e furioso.
Mas, como elas, o Carnaval também tem momento de chatice: Comentaristas tagarelas, moralistas de plantão, patrulha ideológica, canções boazinhas, entrevistadores chatos, competitividade...
Mas como o ser humano é mórbido. Por que criaram a data rememorando uma tragédia? Por que não copiaram a data dalgum esplêndido Carnaval?
Que grande coincidencia: El día del bicho más bello de la naturaleza incidió justamente en el día de la más bella, importante y saludable de todas las fiestas, ¡el Carnaval!
Solo lamento que vivamos un aquí-ahora de puritanismo exaltado e furioso.
Pero, como ellas, el Carnaval también tiene momento aburrido: Comentaristas habladores, moralistas de plantón, patrulla ideológica, canciones beneméritas, entrevistadores enojones, competitividad...
Pero como el ser humano es mórbido. ¿Por que criaron la fecha rememorando una tragedia. Por que no copiaron la fecha dalgún espléndido Carnaval?
Abomino essas coisas de dia disso e daquilo. Um saco e uma baboseira. Quando vira baboseira qualquer data fica insuportável, como o Natal, com seus cartões idiotas, cheios de felicitações hipócritas. O certo é que com a igualdade de oportunidade a todos desapareça esse dia meloso e eu possa, finalmente, ligar a tevê no 8 de março. Que a data desapareça quando não houver mais desigualdade. A elas os serviços enfadonhos, como o serviço público e ser presidente, coisas que os homens detestam.
Abomino esas cosas de día de eso e de aquello. Un enojo e una tontería. Cuando se torna tontería cualquier fecha queda insoportable, como Navidad, con sus carteles idiotas, llenos de felicitaciones hipócritas. El cierto es que con la igualdad de oportunidad a todos desaparezca ese día meloso e y posa, finalmente, ligar la tevé en el 8 de marzo. Que la fecha desaparezca cuando no exista más desigualdad. A ellas los servicios aburridos, como el servicio público y ser presidente, cosas que los hombres detestan.
No livro Mistérios da história, de Paul Aron, no capítulo Seria possível salvar o Titanic?, o trecho […] O fato de Ismay ter sobrevivido ao naufrágio já foi um grande constrangimento, pois naquela época ainda prevalecia o ideal de primeiro mulheres e crianças. […] Prevalecia? Sinto muito, senhor Aron, mas discordo de teu conceito. Esse ideal não é uma convenção social e sim uma lei da natureza. Ignorar isso seria pior que animalesco, seria barbárie. Pois quando eu tinha galinheiro no quintal (que a prefeitura truculentamente fez extinguir, mas essa é outra história, que contarei noutra ocasião) observei que o frango até disputa o alimento com as galinhas mas quando se torna o macho alfa dá a elas toda preferência. Vê um petisco e dá grunhido, apontando com o bico, chamando as companheiras. Um verdadeiro cavalheiro. E olhes que a galinha não carrega na barriga um feto durante nove meses! E o ser humano, tão cheio de intelecto:  Está em involução? Decerto. O cavalheirismo não é uma convenção social, é uma lei da natureza. É a mulher quem carrega o feto durante nove meses, com risco de saúde, incômodo e tudo o mais. Depois é quem amamenta, sozinha. Quando aparece a clássica imagem do navio naufragando e o capitão gritando Primeiro mulheres e crianças!, isso não é porque são frágeis ou bonitas. As mulheres porque podem estar gerando novas vidas e as crianças porque são o futuro da espécie. O homem, como inseminador, perde importância, e isso ainda é irrisório levando em conta as tantas vantagens de ser homem. E ainda tem sorte, pois nalgumas espécies inferiores ele é devorado logo após a inseminação. Não é inútil porque se encarrega de proteger a família, e é por isso que desenvolveu uma musculatura mais forte. Por isso quando a leva pra jantar com intenção romântica é ele quem deve pagar a conta (uma exceção seria ele desempregado e ela rica). A única forma de dar a tal igualdade é nos tornarmos hermafroditas, como os vegetais. Não importa as achamos burras e chatas: Oportunidades iguais têm de ser dadas a todos. É por isso que quando fui tomar água-de-coco disse ao vendedor Podes atender a essa senhora primeiro, pois sou adepto de Benito de Paula: Mulher brasileira em primeiro lugar.
Queres sair da pieguice, da banalidade? Faças como eu, dando os pêsames. Quando franzir a cara, indignada, digas:
— É que todo ano nesta data, em todos os telejornais só as ouvimos dizer que está tudo ruim, que não há motivo pra comemorar... Então se eu disser Parabéns! tomarão como ironia.
En el libro Misterios de la historia, de Paul Aron, en el capítulo ¿Sería posible salvar el Titanic?, el trecho […] El hecho de Ismay haber sobrevivido al naufragio ya fue un grande constreñimiento, pues en aquella época aún prevalecía el ideal de primero mujeres y niños. […] ¿Prevalecía? Siento mucho, señor Aron, pero discuerdo de tu concepto. Ese ideal no es una convención social e sí una ley de la naturaleza. Ignorar eso sería peor que animalesco, sería barbarie. Pues cuando yo tenía gallinero en el quintal (que la prefectura truculentamente hizo extinguir, pero esa es otra historia, que contaré en otra ocasión) observé que el pollo hasta disputa el alimento con las gallinas pero cuando se torna el macho alfa da a ellas toda preferencia. Ve una golosina y gruñe, apuntando con el pico, llamando las compañeras. Un verdadero caballero. ¡Y mires que la gallina no carga en la barriga un feto durante nueve meses! Y el ser humano, tan lleno de intelecto:  ¿Está en involución? Tal vez. El caballerismo no es una convención social, es una ley de la naturaleza. Es la mujer quien carga el feto durante nueve meses, con riesgo de salud, incómodo y todo lo más. Después es quien amamanta, solita. Cuando aparece la clásica imagen del navío naufragando y el capitán gritando ¡Primero mujeres y niños!, eso no es porque son frágiles o bonitas. Las mujeres porque poden estar generando nuevas vidas y los niños porque son el futuro de la especie. El hombre, como inseminador, pierde importancia, y eso aún es irrisorio llevando en cuenta las tantas ventajas de ser hombre. Y aún tiene suerte, pues en algunas especies inferiores él es pronto devorado después de la inseminación. No es inútil porque se encarga de proteger la familia, y es por eso que desarrolló una musculatura más fuerte. Por eso cuando la leva para cenar con intención romántica es él quien debe pagar la cuenta (una excepción sería él desempleado y ella rica). La única forma de dar la tal igualdad es nos tornar hermafroditas, como los vegetales. No importa si las consideramos burras y enojonas: Oportunidades iguales tienen de ser dadas a todos. Es por eso que cuando fui tomar agua-de-coco dije al vendedor Puedes atender a esa señora primero, pues soy adepto de Benito de Paula: Mujer brasileña en primer lugar.
¿Quieres salir de lo sentimental, de la banalidad? Hagas como yo, dando os pésames. Cuando fruncir el ceño, indignada, digas:
— Es que todo año en esta fecha, en todos los telejornales solo las oímos decir que está todo malo, que no hay motivo para conmemorar... Entonces si yo decir ¡Felicitaciones! tomarán como ironía.
Piada do 8 de março
No dia 8 de março, dia da mulher, a reportagem foi mostrar que a mulher agora invade, cada vez mais, outrora redutos masculinos. Todo ano a mesma manchete. Agora descobriram que as mulheres estão trabalhando no fundo das minas. Entrevistaram, então, uma feminista militante e mineira (não de Minas Gerais mas da mina):
— Vejam só como somos o sexo forte. Nós, mulheres, estamos tomando de assalto o último reduto masculino. Agora as mulheres provaram que podem trabalhar no fundo das minas, se arriscando a desmoronamento, respirar gás tóxico, alta temperatura e a todo perigo que os homens sempre enfrentaram.
Mas toda reportagem que se preza tem de ouvir a outra parte. Foram ouvir os homens:
— Homens mineiros? Não. Os homens não estão mais trabalhando em mina. Essa profissão já está obsoleta. Não é só insalubre. É muito perigoso. Grande risco de vida. Hoje existem robôs a controle remoto pra fazer esse serviço. Mas... parece que pararam de usar os robôs. Acharam algo mais barato.
Chiste del 8 de marzo
En el día 8 de marzo, día de la mujer, la reportaje fue mostrar que la mujer ahora invade cada vez más reductos otrora masculinos. Todo año la misma noticia. Ahora descubrieron que las mujeres están trabajando en el fundo de las minas. Entrevistaron, entonces, una feminista militante y minera:
— Vean como somos el sexo fuerte. Nosotras, mujeres, estamos tomando de asalto el último reducto que era sólo de los hombres. Ahora las mujeres probaron que pueden trabajar en el fundo de las minas, se arriesgando a desmoronamiento, respirar gases tóxicos, alta temperatura e enfrentando todos los peligros que los hombres siempre enfrentaron.
Pero toda reportaje que se precia tiene de oír la otra parte. Fueron oír los hombres:
— ¿Hombres mineros? No, los hombres no están más trabajando en las minas. Esa profesión ya está obsoleta. No es sólo insalubre. Es muy peligroso. Grande riesgo de vida. Hoy existen robots a control remoto para hacer ese trabajo. Pero… parece que pararon de usar los robots. Encontraron algo más barato.

segunda-feira, 7 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011


Na granja
É sabido que no Natal as galinhas interrompem a postura pra ver a missa do galo. O que o pessoal não sabia é que elas também curtem a folia.
O dono da chácara foi reclamar ao galo:
— Olha o prejuízo! As galinhas estão quebrando todos os ovos!
— É que é Carnaval e as meninas disseram que iam botar pra quebrar.
— E nada fizeste contra isso?
— Nada. Como é Carnaval resolvi soltar a franga.
O homem foi dar uma dura nas funcionárias.
— Fazer em vez de mandar fazer!
Mas as galinhas fugiram a Pernambuco, pra ver o desfile do Galo da madrugada.
A musa
O entrevistador de passista procurando Viviane Araújo.
— Me mandaram entrevistar a musa Viviane Araújo mas não consigo encontrar. Então falarei com este sujeito que parece o Chuá-Zenéguer.
— E aí?, rapaz. Muito samba no pé aí?
— Que rapaz, o quê!? Tá me estranhando? Não me reconheces? Sou Viviane Araújo!
— Viviane Araújo? Nossa! Mas tá mais transformada que o Maico Jéxon!
— É... Troquei o silicone e abusei um pouco do anabolizante mas sou eu mesma.

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