terça-feira, 29 de julho de 2014

O encadernado A gazeta juvenil, de 1948
Crônicas de Sampaulo
Se San Tiago vira Santiago. E já que vivemos uma zorra ortográfica...
De 23 a 26 de julho de 2014 um rápido passeio em Sampa. Faz tempo que queria fazer isso. Curitiba e São Paulo são duas cidades que podem ser visitadas em qualquer época, pois não falta atração.
E fui conhecer mais um correspondente. Nada menos que José Antônio Constantino, Joanco. O que temos em comum é bem mais do fato de eu morar na rua Constantinopla. Joanco queria me hospedar de qualquer jeito mas a seca, com racionamento dágua em Guarulhos e a visita a uma parente doente fizeram com que só nos encontrássemos na sexta, 25.
Na aerolinha foi a Gol o serviço de lanche é todo venda. Mas pensando bem, se a política é de baratear, isso é o mais lógico e certo. Como o frigobar de hotel agora: Se paga o que se pede. E parece que aboliram aquela frescura supérflua dos aeronautas sorrindo e cumprimentando os que entram ou saem do avião.
Não seria hora de se incluir no pacote de viagem o lanche antecipadamente? Na compra da passagem o viajante teria a opção de programar a refeição.
Na quarta, como rato-de-sebo que se preza, mal cheguei e já fui percorrendo os sebos. Fiquei no centro, perto da praça da Sé e da João Mendes (onde fica a livraria Messias). Nunca chegava ao Messias, pois sempre ia parando nos sebos no caminho. E é uma infinidade de sebo.
Na quinta fui ao Mercadão. Que espetáculo! E lá reclamam que nunca cresce, que prefeito vai, prefeito vem e nada muda! Como em Santiago, fiquei babando ante a imensa fartura de frutos-do-mar. Camarões enormes, lagostins, lagostas, grande variedade de peixe. Coisa que não existe aqui. No máximo uma parte disso nalguma temporada no Extra. Muitas frutas exóticas, das mais estrambóticas e com direito a degustação. Os vendedores dali deveriam dar um curso, aos daqui, de simpatia e indução a comprar. Um pastel de camarão já valeu um almoço.
Quase chegando ao Messias, atrás da catedral, um sebo me encantou pelos gatos em vez dos livros. O atendente acendeu a luz da seção do fundo, onde estão os livros de literatura, e ali estavam três lindos e enormes gatos de pelagem creme com lombo em tom rosa bem claro. Logo me lembrei de dona Adriana, que também tem três gatos e é malucamente apaixonada por felino. Afaguei os gatos. Sempre tem um mais chegado, já foi subindo em minha perna dobrada. Percorri as prateleiras e um gato estava dormindo na cesta sobre a mesa. Logo ouvi um miado insistente, um gato chamando o outro. Durante um instante procurei a origem do som, e continuava o miado. Quando olhei a cima, sobre uma pilha de pacotes, o gato miando. Mas era a mim que chamava! Queria mais afago (ou talvez por eu ser rato-se-sebo). E se desmanchava todo, querendo mais afago, igual aquela gata branca apaixonada cuja história já contei. Como não sei se gosto mais de gato ou de livro (deve ser meu lado meio Lovecraft), dividi a atenção em metade. Se o atendente não o tocasse de volta seria capaz de ir embora comigo. Disse ao atendente:
— Onde achaste esses gatos tão lindos?
— São do dono da livraria. Vieram filhotes há sete meses e já estão desse tamanho!
Joanco marcou na sexta me encontrar 9h no hotel. Me entregou uma sacola de feira cheia de preciosidade: 3 encadernados da antiga revista Detective, várias revistas X-9 e outras. Disse que crê ter só mais dez anos de vida a diante (Claro que é coisa de sua cabeça, pois é um idoso mais ativo que muito jovem) e que os filhos não se interessam por essas coisas. Nem é meu aniversário e já ganhar um presente assim! Ganham também meus leitores, porque vou escaneando... Dali fomos passear. Demos uma olhada nalguns sebos seus conhecidos, no caminho. Um nos chamou a atenção por causa dum livro aberto. Era uma encadernação de exemplares de 1948 de A gazeta juvenil, quadrinhos raros. Joanco disse Nem perguntarei o preço. Perguntei. R$ 200! Uma pechincha! Não hesitei. Não poderei escanear ainda porque é formato muito grande pra meu escâner mas logo resolverei isso.
Valeu!, Joanco. Já começou me dando sorte.
A rua Santa Ifigênia, com artigos eletrônicos e infinidade de loja. Joanco disse que não é de correria, gosta de ver tudo com calma. Eu disse:
— Lá sempre digo que quem for apressado que vá morar em São Paulo. Aqui direi o quê? Que vá morar em Nova Iorque?
Chegamos ao ponto de inspiração da canção de Caetano Veloso, a rua Ipiranga com avenida São João, a esquina mais famosa do Brasil.
Alguma coisa acontece em meu coração
quando cruzo a Ipiranga e a avenida São João
É que quando cheguei àqui nada entendi
da dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas
Me mostrou a galeria Pagé, que é como o camelódromo em formato gigante. Disse que em Sampa tentaram fazer um camelódromo como aqui, retirando os camelôs da rua e legalizando tudo. Mas não deu certo. Por isso lá ainda tem aquela de Olha o rapa! Outra coisa que em Campo Grande é mais moderno é o transporte coletivo, ao menos quanto ao pagamento. Aqui é só cartão, lá é dinheiro mesmo. Pois é: Não devemos reclamar tanto assim de Campo Grande.
No metrô a passagem é um pequeno bilhete que é engolido pela catraca. Em Santiago é cartão recarregável: Na catraca um sensor ótico identifica o cartão, basta o postar na frente do sensor, e o mesmo cartão também paga ônibus e trem, tudo integrado. Nisso o sistema santiaguenho é muito mais moderno que o paulistano.
Fiquei pensando na retirada dos trilhos de Campo Grande. Comentei que pode ser uma falta de visão futurista colocar a feirona na antiga estação ferroviária. Vai que voltam os trens ou se precisar utilizar a área pra fazer metrô. Será um drama retirar todo mundo de lá. Que lástima o país sucatear a malha ferroviária. Foi o único país de projeção que cometeu essa estupidez. Enquanto a velha rodoviária, essa sim deveria virar uma expansão do Mercadão, já saturado tanto o espaço quanto o trânsito, fica no limbo ante a indecisão dos políticos.
No centro tem uma ladeira, que deve ser uma antiga encosta de morro, cuja inclinação deve beirar 45º. É cansativa até pra descer. Cadeirista ali, só se for suicida. Deveriam instalar uma escada-rolante.
Depois dum giro na cidade voltamos ao hotel, pra pegar a mala com os presentes a Joanco e fomos a sua casa. Um trecho em metrô, outro em ônibus, mais um trechinho a pé com ladeiras bem mais suaves carregando a pesada mala um em cada lado, e chegamos ao bairro Rio das pedras, onde mora com dona Sueli e um netinho.
Uma casa com discreta fachada com sobrado acessível via escada metálica no fundo, tão íngreme quanto a tal ladeira. Primeiro instalou uma encaracolada mas tirou porque nela não dá pra levar móvel ao alto. Na esquerda fica seu escritório, com estante e o computador. O resto é uma área de serviço coberta, onde a filharada e amigos se reuniam pra ver os jogos do Brasil na copa, com mesa de jantar e vista panorâmica da cidade. Já noite, vi o horizonte todo iluminado.
Me deu mais coisas: Uma enorme coleção Cinemin (a revista da sétima arte) e Fan-cine (fanzine sobre cinema), dois volumes de Tarzan em texto, Scaramouche, muitos devedês de filme e seriado.
Culminamos a noite com três sabores duma excelente pitsa que dona Sueli encomendou.
Encerrei o inesquecível encontro no meio da noite cantando a vinheta de encerramento do programa radiofônico que ouvia muito quando criança, Rancho do Zé-do-Brejo:
Com licença, minha gente
Desculpe a pouca demora
A prosa está muito boa
mas tenho de ir embora
Comprei muito livro. Qual a melhor opção? Pagar excesso de bagagem ou postar no correio? No sítio do correio, http://www2.correios.com.br/sistemas/precosPrazos/, fiz um simulacro do envio São Paulo–Campo Grande, PAC, 8kg, 36cm x 24cm x 18cm, R$39,80.
Gol (promocional): 8kg, R$34.
Imaginava que o excesso de bagagem seria muito mais caro que o frete do correio.


Escã de Waldir Rabello

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Achei no Mercado livre um jogo de dominó duplo-12, que tem 91 peças, proporcionando um jogo mais demorado e interessante.
Mandei fazer esses dois trilhos, que prendi com morsa (depois pus 2 morsas pra cada, pra ficar firme), com 1,2m de comprimento (junção de duas mesas cara-a-cara), pra correr as peças nas laterais, contendo a banca. Assim as peças da banca ficam enfileiradas e basta um jogador as empurrar pro outro comprar.
Dama e xadrez são enjoativos, de puro raciocínio. A eles falta um fator pra simular a própria vida: Sorte. Acho o dominó mais interessante porque simula melhor os fatos da vida, onde a sorte também conta.
Na primeira vez que se joga se fica ansioso, se quer ganhar logo e se livrar da tensão. Mas o jogo te ensina que tudo isso é um processo que sempre virá, portanto se deve relaxar e enfrentar o jogo, sabendo que raciocínio e atenção potencializam a vitória mas não a garantem. Algo que muito futebolista deveria aprender. Pode acontecer de, num golpe de sorte, se ganhar antecipadamente, mas isso não acontece com freqüência.
Prestando atenção se percebe como o dominó simula os fatos da vida. O dominó ensina que a vida é como no conto O anel de Polícrates: Nada se cria, tudo se transforma. O que temos muito hoje faltará amanhã. O que temos muito, falta a outro. Que não podemos reter um trunfo indefinidamente. Como o dinheiro, a peça tem de correr.
Nos ensina que um jogo praticamente perdido pode ter final inesperado. Pode parecer tudo perdido mas o outro pode estar mais perdido ainda. E também o contrário: Uma vitória certa pode não se concretizar.
É um jogo onde se mesclam raciocínio e sorte, como a própria vida.
O outro te aperta com 8 nas duas pontas. Não tendo 8 tens de comprar. Aparece um duplo 8. Como era o último 8 do outro, agora é o outro que tem de comprar: O feitiço virou contra o feiticeiro!
Se o outro de faz comprar muito ficas exasperado, cheio de peça. Mas comprar muito só é fatal no final. No começo tem a desvantagem de se ficar cheio de peça mas com muita opção pra apertar o outro.
Só não se pode vencer plenamente quando se tem uma peça morta, cujas pontas já foram todas jogadas. Nesse caso se pode vencer apenas fechando o jogo, caso tenha menos peça que o outro.
Sendo um jongo onde a sorte intervém 50%, ninguém se constrange em perder, aceitando isso com naturalidade.
Fizemos as regras assim: Rodada que fecha quando alguém chegar ou ultrapassar 12 pontos. Fechando o jogo, 1 ponto. Vitória franca vale 2 pontos. Se bater com mesmo número nas duas pontas, 3 pontos. Se além das duas pontas for cum duplo, 4 pontos. Quando um jogador bater, o seguinte tem de jogar mais uma peça, se tiver, podendo proporcionar ou evitar que o outro bata em duas pontas, ou empatar.
Vai uma partida ao som dum álbum de Agnetha?


sábado, 19 de julho de 2014

Escaneio de Joanco
Uma aventura de Joel Ciclone, um sucedâneo de Flash. O Rei, um sucedâneo de Fantomas. Dênis Fagulha é da turma de Joanco, rádio-amador. O estranho é que soube dum atentado explosivo a uma mina de mercúrio e vai só com o amigo médico, sem avisar defesa civil, nada. Bem anti-educativo. O Chicote não sei se é Dom Chicote.
(Faltam páginas mas as aventuras contidas estão completas)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Luiz Dias desvendou o mistério Quinquim
Salve, grande Mário!

Segue a prova do crime: O livro Donald X Qinquim (Ebal) um esquilinho que deve ter deixado nosso amigo pato muito louco!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Neste número de O lobinho enviado por Joanco, que estou restaurando pra postar, tem esta propaganda. Parece que ninguém conhece a coleção nem a personagem Quinquim. Esta é uma missão pra Nabil Kid.
Cogitei ser um nome antigo de Gastão (Como Huguinho, Zezinho e Luizinho, que no começo eram Dico, Nico e Tico), mas foi criado em 1948. Silva, outro rival de Donaldo, foi criado em 1943.
Joanco perguntou ao amigo Clóvis, especialista em quadrinho antigo, que também não conhece.
Isso é que é raridade!
● Então, segundo os comentaristas, a copa é o maior espetáculo da Terra? Nunca ouviram falar num tal Carnaval?
● É bom o pessoal se preparar. Um dia acontecerá o Brasil não se classificar à copa, o que é muito normal.
● Por que se tem de ganhar só porque a copa é em casa? Alemanha não ganhou em casa em 2010 e isso não virou drama nacional. Esse negócio de trauma de maracanaço é coisa de povo imaturo, infantil. Chorar por causa de time desportivo é ridículo, a não ser que ele seja seu sustento, seu ganha-pão. Os eventos têm de ser, acima de tudo, um pretexto pra confraternização. Que bom que o vexame foi só do time. O evento foi um sucesso, e é isso o que importa.
Aliás nem é de bom-tom o time da casa ganhar. Deveria ser hors-concours, concorrente-honorário, pois há muito que já está na cara que time da casa é ajudado. Tanto está manjado isso, que o pessoal caiu em cima. Se o Brasil ganhasse seria pior.
E ainda vem a olimpíada, com todos seus falsos valores.
Sejamos apaixonados por cultura, educação, segurança e saúde. Tenhamos orgulho de formar os melhores cientistas e professores. Que esses eventos puramente físicos sejam relegados a seu lugar devido: Um evento qualquer, simplesmente, não prioridade mundial.
Pois a verba que sobra aos deputados, falta às escolas. Celebridades ocas ocupam espaço de talentos que permanecem ignorados. O prestígio exagerado que se dá a Messi é mais um escritor talentoso que permanece ignorado, pois o que se dá lá falta cá, e vice-versa.
● Imagino no futuro uma variedade de táxi sem o taxista. Nos pontos desse autotáxi ficariam os carros. Bastaria passar um cartão. Então se o usaria o quanto tem de crédito no cartão.

  

domingo, 13 de julho de 2014

Mais um exemplar, um dos últimos de meu acervo. Mais um trabalho prà liga dos hiper-heróis Che Guavira, Super-Joanco e Nabil Kid.
Na aventura de Nioca o vilão parece copiado de Dick Vigarista, o de Corrida maluca e de Esquadrilha abutre.
A capa deste número é da aventura de Nioca A batalha dos elefantes (The elephant battle) mas a publicada na revista é A estrada-de-ferro da morte (capítulo final).
Joanco enviou a aventura (parte) de The elephant battle:
Aventura de capa. Acredito que seja o original em inglês.  Ao menos a capa indica.  os escãs não são meus mas de Powder Solvang (DCM)
Joanco
 
Dá pra colecionar o protótipo-clichê-estereótipo Dick Vigarista. Tem em filme, desenho, quadrinho. Um monte.
Nabil, a Etrúria fica ao sul da Ligúria, na Itália. A cultura etrusca desapareceu durante o império romano. Tedesco é alemão em italiano. Creio que o roteirista ou tradutor confundiu os vocábulos tedesco e etrusco.
seria o contrário. O Dick vigarista foi baseado no vilão da Nyoka, visto
que ele é mais moderno.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

É vermelhão
● O conceito de cor é uma barafunda. Vi velas que diziam roxas mas pra mim umas eram violeta e outras mais perto de tons de vermelho. Muitas vezes chamavam de rosa o que é carmim ou lilás. Tenho fixado da infância os nomes das cores daqueles estojos de lápis-de-cor que tinha os nomes de cada cor: Verde-da-prússia, verde-musgo, verde-limão, terracota,  ocre, azul-marinho, azul-cobalto, azul-turquesa...
Precisa ser daltônico pra ver laranja naquela camisa vermelhão do time da Holanda.
● Datena, narrando um jogo da copa: Cabo Verde, país de língua portuguesa que fica no meio do Atlântico.
● Quem nunca jogou bola, nem quando criança, não imagina o fatigante de correr uma quadra, imagines um campo! Já se pensou que um árbitro corre muito mais que um jogador? Não pode perder lance e tem de ter raciocínio rápido ante os 22 atores, adeptos da lei de Gérson. O jogador pode se poupar, passar a bola a diante e ficar na defesa. O juiz não. Tem de ficar pertinho de todas as jogadas. Se sai um contra-ataque fulminante o juiz tem de acompanhar. Se muitas vezes nem o defensor, que está muito a diante, não consegue, como o juiz tem de conseguir? Por isso o certo seria ter uma equipe de árbitros se revezando a cada, digamos, 15 minutos.
Vede o complexo que é discernir uma falta. Se nós, vendo e revendo a imagem televisiva em todos os ângulos e câmera lenta temos dificuldade em discernir o que é mesmo uma falta, imagines o árbitro.
● Os comentaristas: Claro que a Holanda vencerá. A Costa Rica já esgotou sua caixinha de mágica. A Costa Rica já surpreendeu. Não acredito que avançará mais. Pois a Holanda não venceu. Só no pênalti, que não passa duma decisão forçada.
É mesmo. É muito mais fácil partir um átomo que quebrar um preconceito.
Tanta campanha contra o preconceito, e são eles os preconceituosos.
Sempre o esnobismo. Até nós, latino-americanos, esnobamos pros europeus, esses esnobes falidos, contra nossos irmãos latinos-americanos e lusitanos, que têm muito mais identidade conosco. Não devemos nos esquecer que não somos os melhores, apenas em muitas ocasiões estamos os melhores, e que todas as vezes que entramos de salto alto quebramos a cara. Em guerras também acontece muito isso.
Exceto os latinos esnobes. Na guerra do Paraguai se fala em tríplice aliança mas o apoio uruguaio e argentino era meramente logístico, fornecer gado, por exemplo. Poder de fogo mesmo, praticamente nulo.
Quem tem baixa população não consegue competir economicamente com os de alta população. Em compensação é muito mais fácil providenciar alto padrão de vida. Basta comparar Canadá, Austrália, Dinamarca... com Eua, por exemplo.
O que vemos, de torcida argentina comemorar lesão de Neymar lembra o terremoto na Armênia, quando do rival Azerbaijão enviaram cartões felicitando pelo terremoto. Isso é bestialidade, o nível mais baixo de intelecto. Mas devemos lembrar que somos bilhões. Até que não estamos tão mal assim. Em bilhões não é significativo haver milhões de imbecis. Sempre haverá multidão de imbecis. O problema está quando estão no poder. Isso, sim, é dramático.
Essa minoria de argentinos imbecis é da mesma laia dos que foram barrados por notória violência. É bom rever isso e barrar também esse tipo de torcedor.


sábado, 5 de julho de 2014

Escaneio de Joanco
Na aventura de Nyoka a primeira página faltava. Joanco a achou no original e traduziu. Diagramei no fotoxope. O escaneio original é em menor definição, por isso a página está menor que as outras
Consertadas a confusão a fim (finalidade) com afim (afinidade), e rebentar (brotar) com arrebentar (romper)
Bem poética a aventura do capitão América
A dos garotos temos mais uma sátira-propaganda de guerra: Os heroítos x Hiroíto

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Aventura original do Vigilante, de O lobinho 053
O restante algumas dO Globo juvenil mensal 021
Nosso incansável colaborador Joanco disse:
Mais uma vez, com a ajuda de nosso amigo Nabil, a quem muito agradecemos, conseguimos as aventuras originais dalgumas personagens.
● Em Campo Grande poucos carros com bandeirinha, pouca buzina. Tudo muito diferente das copas anteriores. Parece que o povo amadureceu um pouco. Também porque o pessoal cansou de pagar mico, não sabendo o que fazer com os enfeites depois. Perder é normal mas entregar o jogo é estelionato.
● Retranca não adianta. Meu pai, que era telespectador de desporto (mas só via brasileiro, jogo de times estrangeiros nem pensar) sempre dizia que retranca não dá certo, que todo time que tenta segurar resultado quase sempre se dá mal. E sempre vi que é isso mesmo. Engraçado como os profissionais, mesmo de copa, parecem não saber disso.
● Jogadores que se jogam (daí o nome, né?) e procuram enganar o juiz. Como se pretender que o cidadão seja honesto se as próprias celebridades dão exemplo contrário? Nem falemos de psicóticos mordedores, etc, que é outra história.
● Não adianta campanha de conscientização. Infelizmente grande parcela da população vive mais como bicho do que como gente. Em toda parte vemos motorista dirigindo ao celular. Já fui barrado por muito carro que fica andando devagar, atrapalhando o tráfego, sem falar nos que dobram a esquina de jeito bem atrapalhado. Agora fiquei esperto, taco mão na buzina (coisa que nunca usava). É um fator preocupante, tanto quanto os bêbados ao volante. O que se precisa fazer urgentemente é instalar bloqueador de celular nos carros, de fábrica, de modo a bloquear os sinais quando em movimento.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Esta capa do Luiz Gonzaga, opa!, capitão Marvel, foi enviada por Joanco. Estávamos comentando o bizarro da situação, já o capitão poderia pegar o ladrão num piscar de olhos. Ou será que tinha criptonita perto?
● A Alemanha é a imperatriz leopoldinense do futebol
● Pensando bem, que sorte que não tem música tema da seleção canarinho. Do jeito que anda a música, teríamos de tapar os ouvidos toda vez que ela aparecesse, certamente algum repe ou fanque ou alguma cantora baiana estentória e  estridente. Então diríamos Éramos felizes e não sabíamos.
● Qualquer jogo, seja dominó, dama, xadrez, pingue-pongue, futebol, nos ensinam muitas coisas sobre a realidade e a vida. É por isso que os mamíferos brincam. É uma forma de exercitar e formar o cérebro. No livro Educação soviética, de George L. Kline, conta que os soviéticos, no início da revolução, excluíram as bonecas porque concluíram que é um objeto burguês (Nessa linha de raciocínio sofista, deveriam andar nus, porque a roupa é um objeto burguês também), assim as meninas não podiam mais brincar de boneca. Mas logo perceberam que essa falta prejudica a formação do indivíduo, e aboliram a proibição.
Brincar é essencial até ao adulto. Estamos tão brutalizados, que até o jogo transformamos em luta, guerra e trabalho.
O que está errado é a exacerbação do desporto. Uma coisa é o jogo ser lazer, outra é a rotina doentia de viver torcendo, alternando euforia e depressão, como se fosse uma guerra de verdade. Esse é o lado doentio e imbecil. Outro lado ainda é o alto negócio de espertalhões chefes do pão-e-circo e ópio do povo.
Jogo sadio é jogar pingue-pongue com os amigos. Se joga com criança, com mulher, com qualquer um. Ninguém tem obrigação de ser craque nem de ganhar, e todo mundo se diverte.
O futebol poderia ser assim se não fosse a estupidez e a ignorância. Infelizmente ainda predomina o baixo nível intelectual, onde se diz que futebol é jogo de macho. Se fosse num alto nível intelectual os times seriam mistos. As mulheres perdem em musculatura mas são mais ágeis. Vejam como Marta fazia gols que nenhum marmanjo faz, seja Garrincha, Pelé, Maradona ou Zico (ainda mais esses que vão à Europa e voltam anabolizados, viram Hulk, ficam pesados), porque tem leveza. Imagines o interessante que seria a estratégia do Felipão pôr Marta num contra-ataque. Mas infelizmente estamos mais pra macacos que pra deuses, impera o machismo e a brutalidade. Não se pode dar chapéu, rir, fazer troça. A coisa está mais pra guerra que pra carnaval. Mais pra desfile de moda, onde não se pode sorrir e se disputa uma fálica taça.
Deveria se criar um futebol-teatro, uma simulação de competição, misto, alegre, irreverente, carnavelesco, em oposição e esse desporto brutal onde ainda predomina a mentalidade guerreira daquele maricas da antigüidade, os greco-romanos.
Me lembro de que minha sobrinha, com dez anos, reclamou dum colega muito abusado. Eu disse pra meter a mão nele. Mas é um menino! Eu disse que nessa idade meninos e meninas têm a mesma musculatura, portanto pode rolar no chão contra ele se quiser. As meninas só não o fazer por um fator cultural. São criadas pra crer que são frágeis.
● Compreensível que os argentinos se exacerbem tanto no futebol. O que é a Argentina? Em população não é o segundo do continente, e sim a Colômbia. Como o Chile, cuja população do país todo cabe em São Paulo. Lembremos que foi duque de Caxias quem ocupou Montevidéu e Buenos Aires e depôs o ditador pré-estalinista Rosas, que  sonhava invadir o Rio de Janeiro e fugiu a um navio inglês. A Argentina deve ao Brasil se livrar de Rosas. Uruguai e Paraguai, idem, a independência, pois o expansionismo argentino os queria anexar de qualquer maneira. Com apoio brasileiro o Chile, o mais fraco então, venceu a aliança Peru-Bolívia na guerra do Pacífico.
À Argentina só restou Maradona.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Outro presente de Joanco
Faltam páginas mas as aventuras contidas estão completas
Este foge ao clichê-estereótipo americanos bonzinhos x nazistas malvados
O bizarro está no herói Anjo (que apanha mais que Jack Chan), que mergulha no esgoto. Deve ter pego hepatite e um monte doutras doenças. Tem o mago Kardak, decerto inspirado em Allan Karkek, onde tem um Clark Kent que não é Super-homem.
Aguardamos o comentário de nossa enciclopédia quadrínhica ambulante, Nabil