sábado, 18 de junho de 2016

Se em nosso mundo vive uma humanidade paralela cuma civilização própria?
E se essa humanidade está em grau de desenvolvimento tecnológico notavelmente superior ao nosso?
A resposta a essas perturbadoras perguntas tem de ser, por incrível que pareça, afirmativa. É ao menos a conclusão à qual se chegou depois da leitura deste livro apaixonante que relata a aventura de dois exploradores nas misteriosas regiões da Amazônia, nos contrafortes dos Andes. Durante horas Yan e seu amigo José desceram às entranhas da terra e exploraram grutas e galerias.
Estrangeiro, tua audácia te consentiu a ultrapassar todas as provações. És o primeiro a ter o privilégio de vir voluntariamente. Então saibas que nossa civilização é muito mais avançada que a vossa, pois sempre dominamos a força do Sol e de vosso planeta Terra.
Um livro nas fronteiras do impossível!
De repente o inimaginável aconteceu. Seres pertencentes a uma civilização diferente da nossa. Semideuses que escolheram viver na entranha da terra nos cercaram e falaram.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Do acervo de Joanco
Ressubido
Faltava restaurar a capa

Enviado por Márcio Rodrigues

                             Coleção de cartão-postal de Joanco

 
 
 

domingo, 12 de junho de 2016

Do acervo de Joanco
Ressubido

Faltava restaurar a capa
O número 2 do gibi que Joanco escaneava aleatoriamente
Tem de tirar o chapéu pro roteirista. Não se faz mais gibi assim.
Na nota do editor, simulando uma carta de Papai Noel, avisa que em breve a personagem Pepino, que tem sotaque italiano, irá à escola aprender português direito. Porque os leitores (era a época em que gibi era coisa de criança) não gostaram do sotaque. O que hoje seria visto como preconceito lingüístico era banal. Mas, vejamos: Certos puristas põem o sotaque carregado em certos contos, novelas e romances, como forma de mostrar realismo, documentar, mas isso deixa o texto pesado e enfadonho.

Enviado por Márcio Rodrigues


quinta-feira, 26 de maio de 2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sociedade Gráfica Vida Doméstica, 144 páginas, capa dura, formato 23x31,5cm², Brasil
sobre a editora:
Coloquei no final o quadrinho da aventura de Tor, que está em 3-D, removido o 3D. Assim há a opção de ler com as lentes verde e rubra, e ler normalmente. Idem a página seguinte.
Como eliminar o efeito 3D
O efeito consiste em linhas verdes e vermelhas sobrepostas desfocadas. Se tem de eliminar a linha desfocada verde, transformar de colorido em tom-de-cinza, pra reverter ao desenho original, escurecer o preto e clarear o branco.
No Krita (a interface é igual a do Photoshop):
Control-m (ou Filtro - Ajuste - Ajuste de curva das cores). No RGBA selecionar verde, colocar em input: 165, output: 83. Selecionar vermelho. Input: 213, output: 64. Clicar em Ok.
Control-U (ou Filtro - Ajuste - Dessaturar). É pra transformar em tom-de-cinza. Clicar em Ok.
Control-l (ou Filtro - Ajuste - Níveis). Na primeira linha tem três valores. 44 0,4 e 122 respectivamente. Clicar em Ok.
Esses valores são os que testei por tentativa e comparação. Outra figura, dependendo do tom, pode ficar melhor com outros valores, mas valores próximos.
 
Propaganda do guaraná Brahma. Já naquela época a mentira de que é natural. A enganação vem de longe.
 Conto contido na revista:
Um conto de amor bem fuleiro. A mentalidade da época achava bonito essas estórias moralizantes, maniqueístas, bem reducionistas. O príncipe, no caso um jovem barão, uma donzela com todas as qualidades e uma rival com todos os defeitos. Pode parecer bonito mas faz muito estrago na vida das pessoas mostrando à criança ou ao jovem um mundo idealizado, onde as pessoas não são como são.
Ironicamente os contos em texto são muito fracos mas os em quadrinho tem primorosos.
 Curiosidade:
Na página 73 um resquício do que parece ser outra publicação, subposta no lado direito. Ficou bem evidente na página 124, algo que parece uma marginal da Mad.
Pra resolver o problema de iluminação interna pus além das duas duplas lâmpadas de lede comprida mais uma dupla da mais longa. Ficou bom. Quase luz solar. Eis a comparação:
 
Fotografado fora sem relâmpago sob luz solar

Fotografado dentro sem relâmpago sob as luzes de lede reforçadas
Difícil decidir as figuras mas notes a diferença do texto. Sob luz solar o texto ficou muito mais nítido, muito mais adequado a processar OCR.

domingo, 15 de maio de 2016

A editora Clock Tower nasceu em 2012 a partir do www.sitelovecraft.com que mantenho desde 2003 na internete. Desde então publicamos em edições bem elaboradas grandes clássicos do passado muitas vezes ignorados pelas grandes editoras. Infelizmente essa idéia de trazer livros esquecidos foi copiada por algumas editoras que apenas têm lucro criando livros não muito bem elaborados. Se não for pedir muito, por favor, divulgar ao máximo o livro que acabaste de receber, O mundo sombrio, e a proposta da editora, resenhando em vídeo, blogue, ou postando foto dele na internete. Isso só ajudará a editora a crescer e a trazer grandes livros do passado. Mais do que divulgar apenas no facebu (onde as postagens são efêmeras), peço divulgar em vossas páginas. Acredito que estamos ainda no começo, tanto que entre setembro e outubro de 2016 começaremos a campanha dum livro em 2 volumes com obras do grande Arthur Machen, um dos maiores gênios da ficção de horror, mestre e grande influência de HP Lovecraft.
          Agradeço o apoio e a confiança pelo qual foi possível esse projeto, desejando uma ótima leitura desse fantástico livro de Robert E Howard.
Imeio: de3103@yahoo.com.br  
Denílson E Ricci
Sobre O mundo sombrio
Após as acertadas escolhas de trazer os contos de Lovecraft inéditos em português ou reparar os mal traduzidos, e do inédito O rei de amarelo, recebi O mundo sombrio, com novelas de Robert E Howard, amigo de Lovecraft.
Como de costume, a edição nada perde às grandes editoras. A idéia de publicar a obra de Arthur Machen é acertadíssima, pois é um dos grandes autores, grande mestre e iniciado.
Infelizmente não é o caso de Howard.
Quando vi que é o autor das estórias de Conan, o bárbaro, fiquei com o pé atrás.
Fiquei ainda mais desconfiado quando li a biografia, vendo um indivíduo imaturo, muito ingênuo e com a cabeça nas nuvens. Ainda pior: Não se interessava por ciência.
O que vi foi a obra dum maníaco contador de estória que escrevia compulsivamente, com arte, bom narrador, mas muito longe de ser um grande autor, muito menos um mestre.
Novelas fantasistas espada-e-magia estritamente adolescentes, prolixas, estapafúrdias, chatas, pueris.
Numa sala-de-espera vi uma mulher assim. Não parava de falar. Se alguém contava algo, imediatamente ela contava que algo semelhante lhe passou. Nunca deixava de contar evento seu como resposta. Era mitômana compulsiva a ponto de exasperar o ouvinte.
Mesmo sendo amigo de Lovecraft, um imitador das expressões tétricas, já virando chavão, da ambientação com horror sobre horror, sem a profundidade e verossimilhança do mestre, caindo num oco arremedo sem essência.
Uma barafunda de estórias pseudoépicas sem pé nem cabeça, produto duma mente febril, de criatividade transbordante mas sem embasamento. Uma espécie de Funes de Borges. O que acaba gerando expressões como (erro de tradução?) Era uma ampla espada de ferro cuja ampla lâmina estava marcada de modo sombrio.
Ampla espada já fica esquisito. Marcada de modo sombrio é de lascar.
Pra quem aprecia baboseiras tipo Conan, Henrique Ceramista (Harry Potter), senhor dos anéis, guerra nas estrelas, as Zimmer Bradley e Anne Rice da vida e outros tantos, que faça bom proveito. Só perdi tempo lendo a primeira novela, fraca e oca mas ainda deglutível. As seguintes só consegui começar. A vida é muito curta pra se ler baboseira.
Mas o leitor pode perguntar: No quê consiste o mérito do autor?
Estabeleçamos um parâmetro. Poe, Lovecraft e Machen, por exemplo. Um crítico disse, com toda propriedade, que Poe jamais escreveu o terror pelo terror, pois era inteligente demais pra isso. O bom autor jamais escreverá um conto já antecipado com, por exemplo, o rótulo Terror. Os que assim o fazem são os medíocres. Na vida não há gênero puro. Um evento em nossa vida tem elementos de comédia, de drama, do quê for, tudo entremeado, e as personagens não têm natureza maniqueísta. Assim como não é boa idéia decretar Fulano será meu amigo. Alguém se torna amigo quando há afinidade. É uma conseqüência natural. Ninguém diz Esta será a comida mais gostosa. As experimenta e a mais gostosa se revela.
A arte do ficcionista é como fazer uma limonada. Existe um ponto ideal dos ingredientes. Cada um tem seu estilo. Se puser água, limão ou açúcar a mais a limonada desanda. Um conto tem de dosar bem a realidade, a ficção e as idéias. O grande autor transmite idéias através da fantasia. Se for realista demais será um documentário, mas se exagerar na fantasia vira essas novelas de magos e guerreiros, meramente escapista e divertimento íntimo do autor.
Vemos nos contos dos grandes mestres idéias científicas que nos fazem pensar. Através da ficção a todo momento o verossímil assoma, mostrando a cara e sugerindo algo. Em O manuscrito encontrado numa garrafa, de Poe, vemos uma alusão à Terra oca. Nos contos de Lovecraft, Poe e Machen vemos autor revelar nas entrelinhas conhecimentos ocultistas que os dominadores de nossa sociedade nos escamoteiam.
Os grandes autores nos fazem sonhar, pensar, nos ensinam e não aborrecem com prolixidade e delírio. Pode delirar a personagem, não o autor.
Se Poe joga xadrez, Howard joga dado.
Que venha Arthur Machen. E que a Clock Tower (eta nome sem graça) evite autores medíocres, que estão mais pra novela das 8, e não se deixe sugestionar pela fama.